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?Cruzada social? acolhe população

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

O domingo de sol foi propício para o trabalho dos voluntários da quinta edição da “Cruzada Evangélica e Social”. A iniciativa, que levou à população do Núcleo Octávio Rasi e arredores opções de lazer e serviços, foi da Igreja do Evangelho Quadrangular, em parceria com entidades municipais.

Os atendimentos, sem custos para a comunidade, propiciados por voluntários que dedicaram o dia que teriam de folga para beneficiar os moradores, variaram desde os cortes de cabelo ou pintura de unhas até serviços de saúde, como aferição de pressão arterial e orientação odontológica, além de assistência psicológica e jurídica.

E foi nesta área em que se evidenciou um dos grandes problemas sociais da atualidade: a degradação familiar. Cerca de 60% das consultas ao advogado do “escritório de campanha” montado no bairro envolviam problemas relacionados ao tema.

“A maior parte das consultas está voltada aos casos de família, sejam dúvidas sobre guarda de filhos ou pensão”, detalha o advogado Thiago Cézar, voluntário da ação social. “Na verdade, as pessoas que nos procuram não têm apenas a carência material. Falta muita coisa, inclusive informação”, avalia.

Com o objetivo de levar conhecimento e serviços a uma população que não dispõe de muitas alternativas é que a ação é realizada continuamente há cinco anos, observa Cleonice Sanches, uma das organizadoras do projeto. “É preciso trazer a informação até as pessoas, que aderem bastante. Iniciamos voltados apenas ao bairro, mas também vem gente de fora”, acentua.

A estimativa da organização era de que o público, neste ano, superasse o evento do ano passado, que reuniu cerca de 800 atendidos.

Além das orientações, muitos encaminhamentos de serviços ocorreram pelos voluntários. “Às vezes as pessoas sequer sabem que têm a defensoria pública à disposição, também fazemos esse encaminhamento e devida orientação”, acrescenta o advogado.

 

Lazer e amparo

Mas o evento no Octávio Rasi não ficou restrito aos atendimentos, muitas vezes, envolvendo pesadas questões judiciais ou familiares.

Muitos moradores curtiram o domingo ensolarado seja nas apresentações musicais e de dança, barracas com comes e bebes. As crianças se divertiram nos brinquedos, enquanto os adultos aproveitaram as guloseimas.

“Gosto muito de doce, então, sou frequentadora desde o começo”, aprova a dona de casa Maria Aparecida Peloso, que aproveitou o final de semana ao lado da neta Bruna e do pequeno Miguel, bisneto de 1 ano.

Já para quem buscou soluções para os problemas que, nem sempre, podem ser alcançadas perto de casa, haviam também outras alternativas para alívio fora do âmbito jurídico ou psicológico.

“Outro objetivo é mostrar a palavra de Deus, sem ser necessariamente junto à nossa igreja”, garante Cleonice Sanches. “O importante é encontrar um caminho positivo para seguir a vida”, considera.  

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