Internacional

WikiLeaks anuncia que publicará e-mails sobre conflito na Síria

Folhapress
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Londres - A organização WikiLeaks anunciou ontem que vai publicar em seu site material de cerca de 2,4 milhões de e-mails vazados da Síria, muitos deles provenientes das contas de membros do governo do ditador Bashar Assad.

Segundo Sarah Harrison, representante do grupo - que ganhou notoriedade por divulgar na internet papéis diplomáticos dos EUA -, as mensagens, que vão de 2006 até este ano, revelam negociações entre o governo sírio e empresas do Ocidente.

Harrison não deu detalhes sobre o conteúdo, mas disse que para o fundador do site, Julian Assange, o material “é constrangedor para a Síria, mas também para os adversários externos do regime”.

Assange pediu asilo ao Equador e está refugiado na embaixada do país em Londres desde 19 de junho, depois que a Suprema Corte britânica ordenou sua deportação à Suécia para responder por acusações de abuso sexual, que ele nega ter cometido.

Ontem, o semanário italiano “L’Espresso” revelou o conteúdo de alguns dos e-mails sírios. De acordo com a reportagem, uma das unidades do grupo de tecnologia de defesa Finmeccanica vendeu equipamentos de comunicação à polícia da Síria.

Há registro de vendas em fevereiro de 2012, quando a revolta contra a ditadura de Assad já durava 11 meses e produzira milhares de mortos, segundo a ONU. A União Europeia impôs sanções ao governo sírio, e a Itália criticou a repressão aos levantes.

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