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PT justifica aos militantes a polêmica aliança com Maluf


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São Paulo - A aliança com o PP do deputado federal Paulo Maluf voltou a ser um dos principais temas abordados no início da tarde de ontem, no segundo dia oficial de campanha do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

Em plenária realizada no bairro do Itaim Paulista, extremo leste da Capital, o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) abriu os discursos justificando a polêmica aliança do PT com o partido de Maluf, sob o argumento de que ela foi feita para que Haddad, ainda pouco conhecido da população, tivesse mais tempo na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

Apesar de justificar o acordo, Jilmar Tatto evitou citar o nome de Paulo Maluf.

Em seu pronunciamento, o parlamentar argumentou que o acordo com o PP não vai interferir no conteúdo programático da campanha de Fernando Haddad: “O tom de nosso projeto de governo será tocado pelo PT e pelo candidato Fernando Haddad”.

Tatto disse, ainda, que depois de perder o apoio do PR (que fechou aliança com o tucano José Serra, adversário de Haddad neste pleito), o PT teve de buscar outras alternativas, como o PP, legenda que vinha sendo disputada pelos adversários, sobretudo o PSDB.

Depois das justificativas feitas pelo deputado federal, Haddad falou aos militantes, mas com um outro foco: centrando seu discurso nos ataques ao adversário José Serra e ao prefeito Gilberto Kassab (PSD).

O candidato petista acusou Kassab de cuidar apenas de seu recém-criado partido e trabalhar somente meio período pela cidade. E voltou a lembrar que José Serra deixou a administração municipal com menos de dois anos de mandato para disputar o governo do Estado.

Para Haddad, o problema de Serra não é apenas “o abandono da prefeitura com menos de dois anos de mandato”, mas a falta de atenção a uma das áreas mais crítica para a população, a da saúde.

O petista disse que seu adversário prometeu cuidar da saúde e não cuidou. “Um (Serra) abandonou a cidade e o outro (Kassab) trabalha apenas meio período”, ironizou.

Sobre a justificativa da aliança com o PP de Paulo Maluf, feita por Jilmar Tatto, Haddad destacou, em entrevista à imprensa: “Nunca fulanizamos o debate, nem em relação à oposição. Eu não fico apontando para a oposição, nomeando pessoas e nem secretários do Kassab, prefiro falar de projeto político”. Segundo ele, “é necessário escapar de armadilhas como esta e apresentar um acordo político que propicie alternativas ao eleitorado”.

 

Qualidade de vida

Única a usar o verde como mote de campanha em São Paulo, a candidata do PPS Soninha Francine busca o “novo eleitor das grandes cidades”, na definição do presidente nacional do partido, deputado federal Roberto Freire (SP).

“O verde significa qualidade de vida, uma boa relação que a cidade tem que ter, oferecendo qualidade aos citadinos na mobilidade, na empregabilidade”, disse o parlamentar em entrevista à TV Estadão. “É uma nova visão das grandes cidades.”

Freire não acredita em um perfil de eleitorado “marineiro” e também contesta a ideia de que o eleitor paulistano seja “conservador”.

Para o parlamentar, a ex-senadora Marina Silva (ex-PV) canalizou em 2010 os votos da terceira via que em 2006 foram divididos entre Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT) e em 2002 entre Ciro Gomes (PSB) e Anthony Garotinho (hoje no PR).

Seja como for, a tática do PPS para conquistar esse eleitorado é apostar não só no “verde”, mas também no fato de Soninha ser a única mulher na disputa. “Há uma ascensão da mulher na política brasileira”, afirmou o deputado do PPS.

 

Chalita no altar

O pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, começou o segundo dia de campanha eleitoral em uma missa na zona sul. O deputado, que é ligado à ala carismática da Igreja Católica, disse que sua participação em eventos religiosos é natural, mas afirmou que não pretende usá-los politicamente.

“Tudo o que faço (na campanha) é o que eu faço naturalmente. Não colocamos a missa como evento de campanha, mas vamos conversar com lideranças religiosas e dos bairros.”

Na Paróquia Nossa Senhora dos Migrantes, no Grajaú, Chalita se sentou na primeira fila, comungou, cantarolou canções religiosas e subiu ao altar a convite do padre. Não pediu voto, mas fez um discurso em que destacou que “não há nada mais importante para a cidade do que cuidar de suas crianças”.

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