Dentre os milhares de nomes formados pela ITE até hoje, um a ser lembrado é o de Damásio Evangelista de Jesus, que completou 77 anos neste último dia 4 de julho. Do sonho de ser juiz de direito, ele acabou descobrindo outra paixão: a de promotor do Ministério Público (MP).
Nascido na cidade paulista de Cerquilho, Damásio foi morar com a família, ainda bebê, em Marília, onde ficou até os 20 anos. Com sonho de ser juiz, veio a Bauru cursar direito na ITE em 1955 - onde acabou lecionando por 12 anos depois.
“Comecei a estudar todas as matérias mais importantes para conseguir passar no concurso, como direito civil, processo civil, processo penal e constitucional. Quando me formei, entrou, surpreendentemente, uma lei estadual exigindo interstício de dois anos de experiência para prestar concurso para juiz. Fui aconselhado pelo promotor Sílvio Marques Júnior e pelo professor Fernando da Costa Tourinho Filho, ambos professores da ITE, a fazer o concurso para promotor”.
A ideia inicial de Damásio era permanecer dois anos no Ministério Público e ingressar na magistratura. No entanto, sua carreira se tornou paixão e ali ele permaneceu por 26 anos até aposentar. A posse ocorreu dia 2 de janeiro de 1962 na comarca de Jundiaí. “Cheguei com uma pastinha vazia, sem nada, que voltou cheia de processos. Costumo dizer que eu me apaixonei pela magistratura e acabei contraindo matrimônio com a instituição do Ministério Público”
Por quatro vezes foi convidado a trabalhar no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) e ainda teve seu nome “lembrado” duas vezes para ser ministro do Supremo.
“Lembro-me que meu nome foi descartado porque eu era muito novo. E agora eu não posso mais porque estou muito velho”, conta aos risos.
Damásio tornou-se referência em cursos preparatórios para promotor e juiz em Bauru, São Paulo e todo o Brasil. Apesar de não gostar muito de “títulos”, é considerado um dos melhores juristas do país - e tem sua própria faculdade.
‘Sou muito grato’
Outra paixão de Damásio Evangelista de Jesus é a sua família. Ele casou-se e teve duas filhas: Rosângela e Rosana, que é advogada e franqueada do seus cursos preparatórios em Bauru. Hoje, além de ainda “pegar” alguns processos, se dedica aos seus 7 netos. Natália, de 23 anos, já é advogada, e Marina, 14 anos, quer ser juíza.
“Estou aqui, há algumas quadras próximo das minhas netas. Eu digo que Bauru é o meu território. Sou muito grato à base que recebi na ITE. Eu amo tudo o que faço e digo que o trabalho tem que ser feito com prazer”, finalizou Damásio.
Garms & Garmes
O amor pela área jurídica contagiou a família até chegar a Ovande Garmes Filho. Os irmãos Antônio Carlos (Toninho, ex-vereador), Otacílio e Fernando Garms, que vieram de Avaí, receberam inspiração do tio Ovande - e concluíram o curso de direito na (ITE), respectivamente, em 1968, 1969 e 1971.
A tradição não parou por aí. Os filhos de Toninho, Marcelo e Cassiana Garms, e os filhos de Aloísio Garmes, Cláudia Garmes Armani, Aloísio Garmes Júnior e Gustavo Garmes Armani, também se formaram bacharéis em direito pela ITE. Fazem parte desta tradição familiar, ainda, Rodrigo Lopes Garms e o diretor do Fórum da Comarca de Bauru, Gilmar Ferraz Garmes.
“Temos muito orgulho de termos estudado na ITE”, diz Toninho. “Uma faculdade de excelência, que sempre teve ótimos professores que nos ensinaram o direito”.
Além de advogados, destacam-se na família Garms e Garmes os familiares que escolheram a Polícia Civil, como Toninho, que foi delegado de polícia e juiz.