Internacional

ONU entra em local de massacre na Síria


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Beirute - Observadores da ONU (Organização das Nações Unidas) conseguiu entrar ontem no vilarejo de Tremseh, no centro da Síria, dois dias após ativistas terem dito que cerca de 220 pessoas foram mortas no local por disparos de helicóptero e milicianos, causando indignação internacional.

Os EUA chamaram os líderes sírios de assassinos depois do ataque feito pelas tropas do presidente Bashar al-Assad, mas o continua o impasse entre as potências mundiais sobre como encerrar a violência. “Enviamos hoje (ontem) uma grande patrulha integrada para verificar os fatos’, afirmou por email a porta-voz da ONU em Damasco, Sausan Ghosheh. Ela disse que a patrulha consiste em especialistas civis e militares.

A Síria afirmou que o ataque foi uma operação militar bem-sucedida, que matou um grande número de “terroristas”, mas não civis.

Ontem pela manhã, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que tem sede na Grã-Bretanha, afirmou que 30 pessoas foram mortas em todo o país, muitas delas por ataques na província de Homs, foco da revolta pró-democracia, que já dura 17 meses e, segundo as potências ocidentais, já deixou 17 mil mortos. Em contraste com os EUA, a China afirmou que condena fortemente “comportamentos que ferem civis inocentes”, mas não disse quem acredita ser o mentor dos ataques de quinta-feira. China e Rússia continuam bloqueando os esforços do Ocidente para impor sanções mais duras à Síria ou adotar medidas que Moscou e Pequim veem como tentativas de promover “mudança de regime” em Damasco.

 

Guerra civil

O presidente francês, François Hollande, afirmou ontem que ainda há tempo para encontrar uma solução política que evite uma guerra civil na Síria, mas fez uma apelo à Rússia para que ela pare de bloquear os esforços para uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. “Eu disse ao (presidente russo) Vladimir Putin que a pior coisa que poderia acontecer seria uma guerra civil na Síria, então vamos trabalhar juntos para encontrar uma solução política que evite a guerra civil. Ainda há tempo”, disse Hollande.

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