Na hora da matrícula, uma dúvida comum entre boa parte dos pais é sobre a melhor escola para o filho. Nessa maratona de visitas às instituições de ensino, a lição que deve ser colocada em prática é a pesquisa e a conversa com a coordenação para saber sobre a proposta pedagógica e o conteúdo apresentado.
Entretanto, quando o assunto é escolha do colégio, as características da criança também devem ser levadas em conta. “Os pais sabem exatamente quem é o seu filho e quais são as necessidades dele. Em primeiro lugar é preciso saber qual é a proposta e a linha pedagógica seguida pela escola para ver se o modo como ela trabalha e aquilo que ela (escola) coloca são adequados à realidade do filho”, orienta Vera Casério, secretária municipal de Educação.
Vera explica que o comportamento da criança deve ser observado. Se é muito agitada, a criança precisa de uma escola que dê um pouco mais de tranquilidade para ela, por exemplo.
Já uma criança inserida no universo da informática precisa de uma escola que estimule e valorize essa característica. E assim deve ser com as demais qualidades e aptidões das crianças.
Notas ruins, desânimo e até mau comportamento podem ser sinais de que o aluno não se adaptou à filosofia da escola. Se for o caso, o ideal é buscar outra opção de ensino.
Outro ponto a ser pesquisado diz respeito à valorização e à atualização dos profissionais da educação. A troca constante de professores pode indicar que a escola não representa uma boa opção profissional, o que pode interferir no rendimento das aulas.
Educação com compromisso cristão
Pautado na proposta humanista cristã, o colégio São José prioriza atividades que desenvolvem a capacidade de reflexão e domínio do saber e do pensar. Os alunos são os protagonistas de seu próprio conhecimento, articulando fé, cultura e vida com compromisso cristão, garante a professora de história e coordenadora pedagógica Luciane Fernandes.
“Nessa concepção, nossa prática se traduz em uma metodologia ativa e participativa, na qual os procedimentos, os materiais, o tempo e o espaço possibilitam ao aluno o desenvolvimento de sua autonomia intelectual para pensar, discernir, escolher e buscar novas formas de ação”.
Já o desenvolvimento da autonomia moral envolve percepção e vivência de valores éticos e morais com o intuito de orientar a construção do seu projeto de vida. No dia a dia, de acordo com Fernandes, as aulas precisam conciliar teoria, prática, participação, reflexão e contextualização.
Entre as atividades diárias, os alunos contam com projetos, feiras, atividades culturais, tardes de vídeo, encontros e debates, como a aula de discussão filosófica flagrada pela equipe do JC e enriquecida pela turma do 1º Ano do ensino fundamental.
“Optei pelo conceito religioso e familiar”
Linhas pedagógicas, aulas extracurriculares e os mais diversos projetos são levados em conta na escolha da escola. Atenta à educação do filho, a jornalista Karina Popolo visitou várias instituições até encontrar uma escola que se adequasse ao perfil desejado pela família e atendesse as necessidades do filho, Gabriel Popolo Pinto Nogueira, 4 anos.
“Eu gostei da linha pedagógica de muitas escolas, mas queria algo parecido com a rotina e os cuidados que temos em casa. Escolhi o Colégio Batista principalmente porque uma das prioridades é valorizar o “ser” e não o “ter”. Ensinamos isso em casa. Também gosto do conceito familiar e religioso deles”, afirma.
Toda informação é válida na hora de escolher o colégio. Pensando nisso, além de pesquisar várias escolas, Karina também ouviu a opinião de amigas e da cunhada antes de fazer a matrícula: “Colocar um filho na escola é mais do que uma responsabilidade, é uma entrega. Por isso é importante pesquisar e ver o que é melhor para criança, isso de acordo com as características dela”, aconselha.