Confesso ter ficado perplexo com as considerações feitas pela sra. Maria Dolores Barbosa Gomes, da União Internacional Protetora de Animais- UIPA - seção Bauru, em missiva publicada no dia 15 de julho de 2012, na coluna do leitor, página 30, razão pela qual queremos fazer uso do direito de resposta. A sua metralhadora giratória é disparada contra tudo e contra todos, cujo teor está sendo analisado pelo nosso jurídico. Todavia, contém em seu bojo muitas alegações desprovidas de quaisquer fundamentos.
Alegou que discordamos de um laudo do CCZ e a desafiamos a demonstrar onde existe laudo do CCZ no caso em que ela alega maus tratos a animais. Existe mera autuação, autuação esta que o cidadão, ao saber da presença de um funcionário do CCZ lá, espontaneamente compareceu para tomar ciência de seu teor.
Também não disse, mas ficamos sem entender o que quis dizer que havia dúvidas quanto estivemos na residência dele em 2010 e constatamos não existir maus tratos. Se existem dúvidas, são dela, não nossas, ao menos no momento em que realizando diligências, pois adentramos a residência da pessoa com mandado de busca e apreensão e lá constatamos total inexistência de maus tratos aos animais.
Ninguém disse que no caso recente não esteja sendo conduzido procedimento aptos a verificar se de fato o cidadão cometeu maus tratos aos animais, todavia, jamais deixaremos que ele ou qualquer cidadão deixe de exerce na sua plenitude o sagrado direito de defesa. Só para lembrar, várias pessoas foram ouvidas e no momento oportuno será enviado ao Judiciário para apreciação. Se a sra. tem provas, como disse (fotografias), certamente poderá entregar estas provas espontaneamente ou será intimada a fazê-lo, respeitado o amplo contraditório e fiel observância da licitude das provas trazidas ao procedimento.
Não é no mínimo contraditório dizer que o cidadão cometeu maus tratos e ao mesmo tempo dizer que ele não teria levado os animais ao veterinário porque não tem automóvel?
Lembramos que a ONG Naturae Vitae a SOS Gatinhos têm larga folha de serviços prestados na defesa dos animais e são pessoas sérias que não compactuariam com pessoas que não defendessem a causa animal. A senhora disse que quer cuidar de gente. Vá ser assistente social! Sra. Maria Dolores, é lamentável que a senhora, após tantos trabalhos juntos que fizemos, quando ainda estávamos no 4º DP, que tanto a tenho recebido gentilmente em nossa sala, tenha proferido estas palavras em conceituado jornal, desprovidas de fundamento. Em respeito ao leitor, esperamos que o caso se encerre aqui, deixando para as esferas competentes a discussão da questão em comento.
Dinair José da Silva - delegado de polícia