Nacional

Oferta de emprego no primeiro semestre cai 26%

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A criação de postos de trabalho com carteira assinada no Brasil recuou pelo segundo mês consecutivo em junho e fechou o primeiro semestre do ano com o pior desempenho desde 2009, em um sinal de que o forte mercado de trabalho brasileiro está começando a sentir os efeitos da desaceleração da economia local e global.

Em junho, foram criados 120.444 postos de trabalho - o pior resultado para o mês desde 2009 -, segundo dados divulgados ontem do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

O dado ficou abaixou da estimativa do mercado, que esperava a criação de 151 mil postos em junho, de acordo com pesquisa Reuters. Em maio foram criados 139.679 postos de trabalho formal no País.

No primeiro semestre, o número de vagas abertas recuou 25,9 por cento em relação ao mesmo período de 2011, totalizando 1.047.914 vagas, no dado com ajuste das admissões informadas pelas empresas após o prazo obrigatório.

“A desaceleração na oferta de vagas tem ocorrido em todos os setores, mas no setor industrial a freada tem sido maior”, disse o economista André Gamerman da Opus Gestão de Recursos.

O setor industrial, que vem sofrendo com a concorrência externa e a desaceleração econômica, criou 112.608 postos de trabalho no primeiro semestre, 53,8 por cento a menos que os postos criados nos seis primeiros meses de 2011. Esses são dados sem ajustes e não consideram contratações informadas após o prazo obrigatório.

 

Renda

Apesar da desaceleração na oferta de novos vagas, os dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram elevação dos salários de contratação.

Entre janeiro e junho deste ano, o salário médio de admissão de empregados ficou em 1.002,64 reais, com alta real de 5,90 por cento na comparação com a remuneração oferecida em igual período do ano anterior. De acordo com o ministério, o aumento no salário de contratação foi generalizado no País.

 

Comentários

Comentários