O representante olímpico da Coreia do Norte expressou revolta nesta quinta-feira com o constrangimento diplomático que levou a seleção feminina de futebol de seu país a sair de campo após uma bandeira sul-coreana ter sido exibida por engano antes de uma partida.
"Claro que as pessoas estão bravas", disse Um Chang, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), à Reuters TV. "Se seu atleta recebe uma medalha de ouro e coloca a bandeira de outro país, o que acontece?".
A partida contra a Colômbia em Glasgow, na Escócia, no primeiro dia de competições da Olimpíada de Londres e dois dias antes da cerimônia de abertura, foi atrasada em mais de uma hora.
As Coreias do Norte e do Sul são grandes inimigas desde a guerra de 1950-53. Os países se enfrentarão na primeira rodada do torneio de tênis de mesa masculino.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, chamou o incidente de erro honesto e disse que não se repetirá.
Mais cedo, em resposta a uma pergunta de Chang no último dia da sessão do COI, o presidente Jacques Rogge disse não ter havido conotação política.
"O comitê organizador tomou medidas corretivas e isso não se repetirá. Foi um simples erro humano", disse ele
A Grécia, que na quarta-feira expulsou Paraskevi Papachristou, praticante do salto triplo, de sua delegação por um tweet racista, passou novo constrangimento nesta quinta-feira, quando o pai do campeão de salto Dimitris Chondrokoukis disse que seu filho saiu da competição após ser pego em um teste anti-doping.
Falando aos repórteres no Parque Olímpico, Cameron afirmou que a prioridade do governo é garantir uma Olimpíada segura.
"Esta é nossa maior operação de segurança em tempos de paz, sem exceção, e não estamos deixando nada ao acaso".