Regional

Laudo descarta morte por queda de maca

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Pederneiras – O exame necroscópico realizado por legistas do Instituto Médico Legal (IML) de Bauru após a exumação do corpo de Maria Martinhão de Matos descartou a possibilidade de morte ocasionada pela queda de uma maca, como vinha sendo defendido por familiares da aposentada (leia mais abaixo). O delegado assistente de Pederneiras, Adriano Crês, deverá concluir o inquérito até o final desta semana e remeter o caso à Justiça.

Segundo o laudo, após análises do cadáver e de segmentos corporais da idosa, foi possível concluir que não há qualquer sinal ou evidência de trauma que indique que a morte dela tenha sido decorrente de trauma anterior. O delegado explica que, apesar de afastar a relação entre a morte de Maria e a queda da maca, o laudo não revela qual a real causa do óbito.

Além do laudo necroscópico, a Polícia Civil recebeu o resultado da perícia feita pelo Instituto de Criminalística (IC) na residência de Maria, que apontou que a maca aonde a idosa era transportada caiu de altura de pouco mais de um metro. O delegado diz que não identificou eventuais responsáveis pela morte da aposentada e deixará a decisão para a Justiça.

 

Entenda o caso

A queda de Maria Martinhão de Matos de uma maca ocorreu no dia 13 de março, quando ela era retirada de sua casa por uma janela para tratamento ambulatorial na Santa Casa de Pederneiras.

Na ocasião, familiares dela registraram boletim de ocorrência sobre suposta negligência ou imprudência por parte de funcionários da unidade. Segundo eles, a idosa não teria sido devidamente amarrada no procedimento.

Após ser submetida a vários exames, inclusive tomografia de crânio, que, de acordo com a Santa Casa, não constataram sequelas decorrentes da queda, a idosa recebeu tratamento para escoriações e problemas crônicos que tinha e teve alta.

No dia 16, depois de nova solicitação, o motorista retornou à casa de Maria, que reclamava de dor e falta de apetite, e a retirou do quarto pela porta convencional, já que havia mudado de cômodo.

Ela ficou internada por quatro dias, mas faleceu no dia 20. Enquanto familiares apontavam negligência no transporte de Maria, feito por funcionários da Santa Casa da cidade, o hospital alegava que a morte tinha ocorrido por razões naturais.

Diante da incerteza em relação à causa do óbito – apontada como desconhecida na certidão de óbito – o delegado pediu à Justiça a exumação do corpo da aposentada. A solicitação foi aceita e a exumação ocorreu no último dia 12.  

 

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