Política

Saúde transforma Câmara em palco de acusações


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Sem dados, informações precisas e argumentos embasados, os vereadores de Bauru discutiram ontem a crise no sistema de Saúde da cidade, que atingiu seu ápice com as duas mortes registradas em apenas uma semana nos corredores do Pronto-Socorro Central (PSC) enquanto pacientes esperavam por leitos de internação. Em meio a uma guerra política, vereadores da base de Rodrigo Agostinho (PMDB) responsabilizaram o Estado pela tragédia. E o inverso também aconteceu.

Chiara Ranieri (DEM), que disputa a Prefeitura nas eleições de outubro, foi enfática na tentativa de elencar fatores que associem o caso a Rodrigo, principalmente nos episódios que envolvem o óbito de Drielly Carlos Alves de Brito. “Quando conseguiu a vaga para internação em Promissão, a ambulância do município demorou três horas para chegar e aí ela já não tinha mais condições de ser transportada”, afirmou.

Entre as críticas da vereadora está o que ela chama de omissão do prefeito em não tomar a frente da discussão sobre a regulação de vagas e solução do problema. “É ridículo! Ele vem dizer agora que precisa falar com o ministro, mas nunca vi a preocupação dele para ocupar os leitos que estão desocupados no Hospital de Base (HB). Todas as cidades do porte de Bauru têm sua responsabilidade com a retaguarda para os casos de urgência e emergência”, cobrou.

Chiara aproveitou ainda para atacar a qualidade dos serviços de saúde básica do município e a postura de alguns colegas de Câmara, que, segundo ela, só fazem criticar.

 

Bombardeio

Após inaugurar o rol de oradoras, a demista se viu bombardeada pela reação dos governistas, que antes do início dos trabalhos já se articulavam para rebater as acusações da oposição. Fabiano Mariano (PDT) foi o mais duro deles e elencou todas as suas manifestações e ações nos últimos meses acerca dos problemas com vagas para internação.

O vereador lembrou a ausência da Divisão Regional de Saúde (DRS-6) na audiência pública que discutiu o tema e culminou em diversas denúncias sobre a ‘escolha de pacientes’ pelo Hospital Estadual (HE).

Com o tom de voz elevado, o pedetista finalizou seu discurso dizendo que o Estado deveria ser totalmente responsabilizado pelas mortes no PSC. “Posso provar que eles fugiram da discussão”.

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