Aparentemente, a Associação da Diversidade não entendeu ou não quis entender nossa carta comparando a marcha para Jesus e a Parada Gay, pois em primeiro lugar a marcha para Jesus é um evento espontâneo que não depende de recursos públicos para se viabilizar. Embora eu não esteja autorizado a falar por este movimento a marcha até onde eu sei nunca reivindicou recursos públicos, pois é realizada com trabalho voluntário e recursos de doações dos participantes.
O que a marcha necessita é o mínimo apoio dado a manifestações de qualquer segmento da sociedade, e não de recursos financeiros, mas do apoio mínimo para a movimentação do transito, e autorizações outras que são dadas ao carnaval e a parada Gay até em excesso e negadas em seu mínimo a Marcha.
Também se engana o assessor de imprensa da Parada Gay ou da Diversidade (como manda o bom marketing), quando cita equivocadamente a legislação em se tratando da utilização de recursos públicos, pois nenhum grupo, religioso ou não pode de maneira isolada utilizar estes recursos em seu favor pelo simples principio constitucional de que todos são iguais perante a lei.
A utilização de recursos públicos para uma minoria ou maioria, principalmente sob pretextos como "turismo" ou "cultura" também é vedada pela lei e se caracterizada é crime, além disto, fere a ética e a moral, tirando recursos de saúde e educação sem duvidas mais importante do que o orgulho gay.
Ademais, este é exatamente o ponto que alguns chamam de ditadura gay, pois através de ativismo querem criar na lei privilégios, com a pretensa intenção de proteção como, por exemplo, nos lamentáveis casos de violência ocorridos na região da Av. Paulista em São Paulo criar uma lei diferente para seu grupo de interesse, como se só este grupo necessitasse desta proteção.
O que fazer então para proteção do grupo homossexual? A resposta é o mesmo que deve ser feito com crianças obesas ou negras ou tímidas que são vitimas de bulling ou ainda outras crianças que são vitimas de abuso sexual e muitas vezes por homossexuais adultos e alguns até travestidos de sacerdotes Cristãos.
A única forma de proteção eficaz é a aplicação severa da lei criminal que tipifica como crime a agressão covarde seja a vitima hetero ou gay, velho ou criança, mas notadamente do indefeso de qualquer espécie que necessite o amparo da lei.
O que pretende, no entanto a liderança gay intencionalmente ou não é tirar da sociedade o direito de opinião e a liberdade de expressão destas opiniões e até de crença, criando uma casta de intocáveis às avessas e de privilégios que no futuro só aguçarão ainda mais o preconceito.
Márcio M. Carvalho