Tribuna do Leitor

E mais casas sendo demolidas


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É impressionante de ver como se dá a dinâmica do crescimento urbano em Bauru. Dia após dia, se veêm residências de alto padrão sendo demolidas para fazer prédios comerciais de péssima qualidade arquitetural, visual e ambiental, quando não é para fazer estacionamento! Os moradores, por sua vez, são relegados para os condomínios horizontais da periferia (boa) ou para os condomínios verticais da cidade onde cada bacia sanitária está cuidadosamente aprumada com as outras nos 23 andares do prédio.

Mas será que teremos uma nova construção de destaque que valorize a criatividade do gênio humano que construiu as catedrais góticas do fim da Idade Média ou o Castelo de Versailles, 300 anos atrás? Ou mesmo que se faça algo que os recursos tecnológicos e os materiais de hoje permitem?

Infelizmente, é provavel que não. O provável é que apareça mais um caixote de concreto tosco com bastante vidros retos, o que está sendo todo o requinte arquitetural que se observe em Bauru nos últimos anos.

É de se perguntar sobre a validez dos diplomas, e logo de ensino, que as faculdades de arquitetura estão proporcionando para seus alunos. Cobrar mensalidades sendo uma coisa, incutir nos alunos a arte do ofício sendo outra.

Ou será, como dizem alguns dos nossos políticos diplomados, unissonos com o ex-presidente Luis Inácio, estudos e diplomas não servem para nada? Neste caso, havemos de achar as obras arquitetônicas bauruenses umas maravilhas e pedir para a UNESCO que as classifique como "Patrimônio da (des-)Humanidade!

Além disso, essas "obras" estão executadas sem a menor fiscalização. Uma bela manhã, começa um barulho ensurdecedor, uma poeira invasiva, mas ninguém da vizinhança foi avisado de nada, o que seria o mínimo do respeito que se deve para outrem. Mas não. Chegam as máquinas e os caminhões e vão demolindo sem a menor consideração por quem está por perto, enchendo a rua inteira de poeira e do barulho, sem contar a perturbação do trânsito, prejudicando todos, moradores ou comerciantes que alí vivem ou oficiam. Mas parece que "é assim", num país sem lei, sem respeito e sem vergonha!

Leila Tebet

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