Olimpíadas 2012

Olimpíadas: Pivôs impedem vexame


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Os pivôs salvaram a Seleção masculina de um vexame logo em sua segunda participação nos Jogos de Londres. Contra a anfitriã Grã-Bretanha, uma das equipes mais fracas do torneio, o Brasil venceu ontem por 67 a 62 na arena de basquete do Parque Olímpico.

Quase a metade dos pontos brasileiros foram anotados no garrafão por Anderson Varejão (8 pontos), Nenê (4), e, principalmente, Tiago Splitter (21).

É o segundo triunfo da Seleção em Londres. Na abertura, domingo, venceu a Austrália, por 75 a 71. O próximo desafio é amanhã, às 12h45 (de Brasília), contra a Rússia. Os russos já enfrentaram os britânicos, na primeira rodada, e não tiveram dificuldades para vencer por 95 a 75.

Atleta do Paschoalotto/Bauru, o americano naturalizado Larry Taylor teve participação discreta, marcando apenas dois pontos.

Tiago Splitter foi o cestinha, com 21 pontos e seis rebotes. Pela Grã-Bretanha os maiores pontuadores foram Pops Mensah-Bonsu e Nate Reinking, com 13, seguidos por Luol Deng, com 12. Nos rebotes, o Brasil perdeu por 41 a 36 e acertou apenas três dos 22 chutes de três que tentou.


O jogo

A Seleção começou a partida com Marcelinho Huertas, Leandrinho, Alex, Anderson Varejão e Tiago Splitter. Mas o técnico Rubén Magnano substituiu a todos, um de cada vez, por causa do elevado número de erros ofensivos. Só na etapa inicial, os brasileiros arremessaram oito bolas de três pontos e tiveram 0% de aproveitamento.

O lado britânico também não teve um bom aproveitamento, e as duas equipes partiram para a segunda parcial com o impressionante placar de 11 a 4 em favor dos anfitriões. Jamais o Brasil obtivera pontuação tão baixa em um período.

A primeira cesta de três só veio após um minuto e meio da etapa seguinte, com Leandrinho, ex-jogador do Bauru Basket.

A 40 segundos do final da primeira metade do confronto, o americano naturalizado brasileiro Larry Taylor substituiu Huertas e deixou a partida empatada em 27 pontos. Estes seriam os únicos pontos do armador do Paschoalotto/Bauru no jogo.

No terceiro período, a Seleção assumiu a liderança com mais uma cesta do pivô Tiago Splitter e chegou a 29 a 27. O confronto permaneceu equilibrado mas o Brasil chegou à última etapa com uma vantagem de cinco pontos: 48 a 43.

Os britânicos retomaram a dianteira com uma cesta de três do armador Nate Reiking no início do quarto período. E alternaram-se no placar até o 57º ponto, quando Luol Deng acertou o segundo arremesso de três consecutivo e deixou o Brasil com a desvantagem de um ponto (57 a 56).

Magnano pediu tempo para tentar resolver o problema ofensivo da equipe brasileira. Com uma bandeja de Splitter sob marcação forte dos donos da casa e uma cesta de três de Marquinhos, a Seleção retomou o controle do jogo a três minutos para o fim (61 a 57).

Diante da pressão ofensiva dos anfitriões, Huertas aproveitou o contra-ataque para dar um belo passe a Nenê fazer 63 a 57 com uma enterrada. A Grã-Bretanha respondeu com Joel Freeland numa bandeja em que Nenê o bloqueou, mas a arbitragem entendeu que a bola já estava na descendente.

Mais uma vez, Huertas deu grande assistência para Splitter, que anotou o 65º ponto brasileiro. Deng anotou um lance livre a 30 segundos do fim. Huertas gastou a posse de bola e conseguiu dois tiros livres, que foram convertidos antes da última bola do jogo, dos britânicos.

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