Bairros

Caso Jaque: motorista é identificado

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

A dor dos familiares de Jaqueline de Lima Belo da Silva, 11 anos, ganhou um rosto. Foi identificado ontem o motorista que atropelou e matou a garota no último sábado na rodovia Elias Miguel Maluf. O paradeiro do autônomo, de 42 anos, que fugiu sem prestar socorro, ainda é desconhecido. A Polícia Civil espera que ele se apresente ainda hoje e afirma não haver dúvidas de que ele dirigia o carro no momento do atropelamento.

Quando foi atingida pelo carro, a garota voltava de uma pescaria com o padrasto, irmãos e a mãe. Na ocasião, testemunhas visualizaram o que parecia ser uma Saveiro prata com o pneu estourado e anotaram a placa parcial do automóvel: DDZ.

Desde então, a família convivia com a dor de perder a garota e com a inquietação de saber quem a atropelou. Ontem, a polícia acabou com esse segundo drama. O nome do condutor, porém, não foi divulgado pela Polícia Civil a pedidos do advogado de defesa.

Sabe-se somente que se trata de um autônomo, morador do Jardim Terra Branca. O delegado José Dorneles Costa, responsável pelas investigações do caso no 1.º Distrito Policial (DP), conta que o advogado prometeu que o conduto vai se entregar ainda hoje.

“Ainda não há um mandado de prisão expedido. Porém, se ele não se apresentar hoje, pediremos esse mandado e, caso seja aceito, ele passa a ser considerado foragido da Justiça”, explica o delegado.

Em posse de um mandado de busca e apreensão, os investigadores chegaram à casa do homem ontem, após cruzar a placa parcial do veículo com o banco de dados. Procuraram-se todas as Saveiros com as letras DDZ, porém, nenhuma foi localizada.

“Então, partimos para modelos de picapes parecidas. Um deles é exatamente a Strada. Quando pesquisamos, localizamos a casa no Jardim Terra Branca”, complementa o delegado José Dorneles Costa.

 

Apreendido

Apesar de o condutor não estar na residência, o carro envolvido na colisão estava lá. Trata-se de uma Strada prata, com placas DDZ 8958, de Bauru. O veículo foi levado até o 1.º DP, onde foi apreendido para passar pela perícia técnica.

Na picape, ainda havia as marcas do acidente. A frente – farol, vidro e capô - danificada e outras marcas na lateral apontavam como foi a colisão. O pneu do veículo também estava estourado, conforme as testemunhas relataram.

Após a apreensão do carro, familiares do condutor também foram levados até a delegacia. Informalmente, eles teriam confirmado o atropelamento aos policiais, porém, não chegaram a prestar depoimentos de forma oficial. “Disseram que o homem ficou transtornado com o atropelamento e desapareceu. Esperamos que, amanhã (hoje), ele se apresente”, conclui o delegado José Dorneles Costa.

 

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