Internacional

Exército sírio lança ofensiva em Aleppo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Damasco - Recomeçou ontem a batalha pelo controle de Aleppo, conforme tropas leais ao ditador sírio Bashar Assad atacaram redutos da insurgência. Foi uma das ofensivas mais violentas desde que rebeldes capturaram partes da maior cidade da Síria, há três semanas.

Desde então, ativistas sírios e a comunidade internacional têm aguardado com apreensão pela apelidada “mãe de todas as batalhas”.

A rede de televisão estatal síria relata que as forças do regime entraram no bairro de Salahadin, foco da insurgência em Aleppo, e mataram boa parte dos rebeldes ali.

Repórteres da agência de notícias Reuters notam que os postos de controle da insurgência na região desapareceram, dando indícios do recuo da oposição. Devido a informações estratégicas de desertores do Exército, insurgentes já estavam cientes que haveria uma ofensiva ontem.

Abu Muhammad, porta-voz dos rebeldes, afirma porém que as forças da ditadura ainda não tomaram o bairro de Salahadin por completo.

Um ativista do Exército Livre da Síria que não quis divulgar seu nome às agências conta que a insurgência se concentra agora em Saif al Dawla, um bairro vizinho.

A tomada de Aleppo, centro comercial da Síria, é vista como essencial para o sucesso da repressão de Assad.

Anteontem, o regime sírio sofreu um golpe moral ao ver Riyad Hijab, primeiro-ministro do país, desertar após dois meses de cargo. Ontem, foi confirmada sua entrada na Jordânia com a família.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com base em Londres, afirma que mais de 60 pessoas morreram anteontem, incluindo 15 em Aleppo.

A Anistia Internacional divulgou imagens mostrando mais de 600 crateras em Aleppo e arredores, provavelmente abertas por artilharia.

Ontem, o Ministério do Exterior iraniano disse que parte dos 48 iranianos capturados por rebeldes sírios são soldados aposentados da Guarda Revolucionária. Ali Akbar Salehi, ministro do Exterior, afirmou porém que eles estavam na Síria para peregrinar, e não em missão.


Irã confirma a presença de 12 países em reunião; Brasil não irá

Bagdá - O ministro de Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, confirmou ontem a presença de pelo menos 12 países na reunião convocada por Teerã sobre a crise na Síria, hoje. A informação foi revelada pela agência de notícias oficial Irna.

“A reunião consultiva sobre a Síria será organizada hoje com a presença de 12 a 13 países de Ásia, África e América Latina”, disse Salehi, sem novamente dar detalhes sobre os Estados confirmados. “Nosso principal argumento é a condenação da violência e a celebração de um diálogo nacional”.

Mais cedo, o presidente Mahmoud Ahmadinejad afirmou que o encontro é uma boa ocasião para tentar solucionar os problemas na Síria, junto com a cúpula da Organização da Cooperação Islâmica em Meca, na Arábia Saudita, na semana que vem.

Além dos 12, outros países foram chamados e recusaram o convite, entre eles o Brasil.

A expectativa é que participem nesta reunião os países chamados pelo Irã de “não alinhados” e que votaram contra a resolução aprovada na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), na última sexta. 

Comentários

Comentários