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Ex-mulher de Cachoeira nega ser laranja

Folhapress
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Brasília - A ex-mulher do empresário Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprígio de Souza, negou ontem ser laranja do ex-marido. Afirmando ser advogada e engenheira civil, ela defendeu sua atuação profissional.

Andréa é sócia de três empresas: uma construtora, um laboratório farmacêutico e uma fundação cultural. A Polícia Federal afirma que as empresas eram usadas pelo esquema de Cachoeira para lavar dinheiro.

A ex-mulher disse não fazer sentido que Cachoeira deixasse bens em nome dela, mesmo após uma separação formalizada em juízo. Ela afirmou que a relação que mantém com Cachoeira é decorrente da “cordialidade de um vínculo familiar”.

“Sempre respeitei seu dinamismo, mas tínhamos vidas profissionais distintas. Posso responder pelo que conheço e pela minha conduta”, disse.

A principal das empresas registradas em seu nome é o laboratório Vitapan, sediado em Anápolis (GO), do qual detém 95% das cotas.

Andreia disse que, em acordo decorrente da separação, ficou com as cotas da empresa. Diálogos gravados pela PF mostram que, apesar da separação, Cachoeira despachava nas dependências da Vitapan.

“(As rendas das empresas) são totalmente capazes de suportar o meu patrimônio e as transferências feitas por mim”, afirmou.

A manifestação de Andréa surpreendeu os integrantes da CPI, que já estavam resignados com o silêncio das testemunhas convocadas para depor à comissão. Ela havia obtido um habeas corpus que a permitia se manter em silêncio.

Anteontem, atual mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, permaneceu calada e acabou sendo dispensada em apenas cinco minutos. A ex-mulher de Cachoeira destacou o receio de que o escândalo afete a vida dos dois filhos que teve com o empresário.

“Estou extremamente desconfortável com a exposição excessiva de minha imagem e da minha família”, afirmou Andréa.

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