Olimpíadas 2012

Eliminada, dupla da canoagem prevê auge em 2016

AE
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Ronilson Oliveira e Erlon Silva terminaram o C2 (canoa para dois) 1.000m na canoagem de velocidade dos Jogos Olímpicos de Londres com a sensação de que tinham capacidade de ir mais adiante. Os brasileiros foram muito bem na primeira bateria, terça-feira, mas na semifinal, prova que realmente valia, uma hora depois, eles não repetiram o desempenho, ficando de fora da final A. Nesta quinta, competiram na final B e terminaram em décimo no geral. Com tempo para serem os sextos colocados.

Isso porque a final B define do nono ao 12.º lugar, apenas. Mas o tempo deles, de 3min41s484, foi melhor do que o dos sextos colocados da final A, exatamente os cubanos que, por centésimos de segundos, tiraram dos brasileiros, na semifinal, a vaga na prova que decidia a medalha.

Agora os garotos de 21 e 22 anos olham para frente. A canoagem é uma das modalidades na qual o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) aposta que vá dar medalhas ao País nos Jogos do Rio. E Ronilson e Erlon estarão no auge para competir em casa.

"É claro que há casos e casos, mas geralmente o auge do atleta na canoagem de velocidade é entre os 25 e os 28, 30 anos", comenta o técnico da dupla, Pedro Sena, lembrando que os atletas terão entre 25 e 26 anos nos Jogos de Rio. "Não é só isso. Uma dupla costuma precisar de quatro a oito anos para ter a sincronia perfeita para competir, para não errar no detalhe. Eles só treinam juntos há dois. Em 2016, serão seis anos", completa o treinador.

Por enquanto, a realidade deles é a frustração pela décima colocação na Olimpíada. "Chegamos aqui com o foco de conseguir a final A, e não deu. A gente ainda estava fatigado pela prova eliminatória quando foi disputar a semifinal, uma hora depois. Ficamos fora por menos de 30 segundos. Mas foi um aprendizado. A gente percebeu que precisa dosar melhor as passagens, não gastar tudo no início", avaliou Ronilson.

Ele volta a competir na nesta sexta-feira, às 5h58 (horário de Brasília), para disputar a prova classificatória e, em seguida, a semifinal do C1 (canoa para um) 200 metros. "É a primeira vez que temos essa prova em uma Olimpíada. E como nos focamos no C2 1000 metros, só vou saber como ele realmente está na hora", explica Pedro Sena.

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