Ele tem uma agenda lotadíssima de shows, entrevistas e participações na mídia. E, mesmo com uma rotina tão atribulada, faz questão de manter o sorriso largo no rosto onde quer que esteja. Carismático e espontâneo, foi assim que o cantor sertanejo Michel Teló nos recebeu antes do show da madrugada de ontem, na 39ª Grand Expo Bauru.
Antes do atendimento à imprensa, fãs formavam fila em frente ao camarim e aguardavam o momento tão sonhado de conhecer o ídolo. Do lado de fora, próximo ao palco do Recinto Mello Moares, centenas aguardavam a apresentação do músico.
Com novo trabalho, Michel Teló - ex-integrante do grupo Tradição - apresentou em Bauru seu repertório sertanejo recheado de pitadas de samba-rock e até de música eletrônica. Aliás, a superação da divisão de estilos é marca registrada do álbum batizado de “Michel Na Balada”. “Eu gosto de fazer essa mistura desde a época do Tradição. Quando a gente sente que uma música sertaneja ‘casa’ com um ritmo diferente, a gente faz essa mistura, seguindo o que a gente sente”, resumiu em entrevista ao JC.
Com o hit “Ai, se eu te Pego”, Michel estourou no Brasil e também no Exterior. Na ponta da língua do público, “Ai, se eu te Pego” é um dos hits mais acessados na história do YouTube. O cantor ainda ganhou destaque quando foi capa da Revista Época, despertando polêmicas e críticas pelas redes sociais.
Sobre a projeção do sertanejo moderno na cultura do brasileiro, o Teló considera que os músicos da atualidade conseguem atender ao gosto e vontade do público, e que a crítica é um processo natural. “Realmente, a música sertaneja está em um momento muito forte. Essa nova geração de músicos - que deve muito à antiga geração - conseguiu compreender o que a galera está a fim de ouvir no momento”, ressaltou. “E este sucesso da música sertaneja é um orgulho muito grande. Porém, sempre terá quem gosta e quem não gosta, sempre teremos as críticas. Isso é natural, em qualquer segmento da música”, enfatizou.
Entre os projetos futuros de Michel está a gravação de um álbum com músicas sertanejas tradicionais, marcado pela sanfona, instrumento que aprendeu ao longo dos 18 anos de carreira na música. “Vamos gravar isso logo. Nossa ideia inicial era lançar dois projetos juntos, mas a agenda muito corrida não deixou. Já tenho até alguns convidados confirmados. Imagina só cantar com Milionário e José Rico, João Bosco e Vinícius, Bruno e Marrone, só os ‘modão’ brutos? Mas isso agora é uma conversa só para o ano que vem”, adianta.