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Seleção: ?Vamos insistir com ele?

Mateus Silva Alves com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está fortemente empenhada em demonstrar que a derrota para o México na final dos Jogos Olímpicos de Londres, no último sábado, foi apenas um desagradável acidente de percurso e que não há razão para mudanças na comissão técnica da Seleção Brasileira, apesar da pressão popular para que Mano Menezes seja demitido. O presidente da entidade, José Maria Marin, voltou a garantir que o gaúcho não corre risco e o mesmo fez o diretor de seleções Andrés Sanchez. “Vamos insistir com ele”, resumiu Andrés ao diário Lance!.

Ontem, Marin repetiu mais uma vez para os jornalistas que acompanham a Seleção que está satisfeito com o trabalho de Mano Menezes e que não pensa em fazer mudanças na comissão técnica. “O Brasil não chegava a uma final olímpica desde 1988. Isso precisa ser valorizado”, falou o cartola. “A derrota na Olimpíada é página virada para nós”.

Mais tarde, o presidente da CBF fez algo que não é usual: ele foi ao primeiro treino da Seleção para o amistoso contra a Suécia, amanhã, em Estocolmo. Depois do treino, Marin foi ao gramado para falar com Mano Menezes. Como se estivesse fazendo pose para os fotógrafos, o cartola apertou longamente a mão do treinador, que praticamente não abriu a boca durante a conversa. E a assessoria de imprensa da CBF, para deixar claro que o apoio ao treinador vem de todas as partes, fez questão de divulgar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para Marin para dar parabéns pela conquista da medalha de prata olímpica e que ele conversou também com o gaúcho, a quem cumprimentou pelo trabalho na Seleção.

Andrés Sanchez foi só mais um membro da diretoria da CBF que se preocupou em tentar apagar o incêndio causado pela derrota na final da Olimpíada. O ex-presidente do Corinthians, assim como Marin, garantiu que não existe nenhuma possibilidade de Mano Menezes sair da Seleção. “O Mano vai continuar, ele não é o culpado pela derrota, como não seria o salvador da pátria em caso de vitória”, afirmou Andrés. “Eu já falei várias vezes que o Mano vai continuar. Todos têm de fazer a sua parte, os jogadores também têm de saber que precisam dar um pouco mais”.

A ordem na CBF, como se vê, é fazer um grande esforço para demonstrar que está tudo em paz na Seleção. Agora, se manter o comandante é teimosia demais ou não, só os resultados podem dizer. Amanhã, Mano terá mais um teste para fazer valer o voto de confiança que, por enquanto, parece ser apenas da CBF.

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