Tudo começou com um simples desentendimento. Em dois casos distintos, um às 21h30 de anteontem e outro à 1h30 da madrugada de ontem, dois policiais militares, respectivamente um aposentado e outro em exercício, estariam armados. Nas supostas discussões, ambos teriam sacado suas armas e ameaçado seus opositores.
Segundo dados colhidos junto ao departamento de relações públicas do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4ºBPMI), o primeiro conflito foi registrado às 21h30 da noite de quarta, na avenida Moussa Tobias, próximo a uma instituição de ensino.
Um sargento reformado pela área do 27º Batalhão de Polícia Militar do Interior (27º BPMI), de 50 anos, notou que dois jovens, V.P.S. e L.F.T.G., ambos de 21 anos, estavam urinando no para-choques de sua van.
Ao se aproximar dos jovens, teria sido surpreendido por um deles, que o golpeou com uma gravata (golpe em que o atacante passa o braço ao redor do pescoço). Neste momento a sua arma se desprendeu do coldre, segundo o depoimento, e o policial tentou pegá-la do chão.
A versão das outras partes envolvidas é a mesma, no entanto contraditória à do aposentado. V.P.S. contou que foi golpeado com uma gravata aplicada pelo policial e que o amigo tentou ajudá-lo, quando o homem sacou a arma. A PM foi acionada até o local e encaminhou os três para o Plantão Policial de Bauru. Lá foi lavrado boletim de ocorrência (BO) de agressão, ameaça e lesão corporal. Todos os envolvidos foram ouvidos e liberados em seguida.
No segundo caso, à 1h30 da madrugada de ontem, um policial militar da Base Comunitária de Segurança Sul, de 34 anos, teria agredido verbalmente F.M.O., 34 anos, caixa de um posto de combustíveis localizado na quadra 24 da avenida Getúlio Vargas, Vila Aviação.
Segundo dados do BO, F.M.O. pediu que o policial parasse com os xingamentos, saindo do caixa em que estava. Um frentista que trabalhava no local tentou amenizar o conflito, mas acabou envolvido. No meio da confusão o PM acabou se dirigindo ao seu carro e mostrou uma arma para várias pessoas. As partes foram levadas à delegacia e liberadas.
O tenente-coronel Nelson Garcia Filho, comandante do 4º BPMI, explicou ao JC que “é recomendado que o policial militar sempre ande armado como proteção para ele e para a sociedade”. O PM que usar a arma indevidamente pode sofrer punições administrativas.