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Funcionários do Itamaraty entram em greve no Brasil e no Exterior

Folhapress
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Brasília - Servidores do Itamaraty entraram em greve ontem, retomando a paralisação suspensa no início de julho. De acordo com o Sinditamaraty, além dos funcionários que trabalham no Brasil, diplomatas, oficiais e assistentes de chancelaria de ao menos 27 postos no Exterior também confirmaram que aderiram à greve.

A categoria fará, às 16h de ontem, uma manifestação em frente ao Ministério do Planejamento, horário em que haverá uma reunião entre a direção do sindicato e a Secretaria de Relações de Trabalho.

Helder Nozima Pereira, porta-voz do Sinditamaraty, informou que a continuidade da greve será discutida em assembleias diárias. “Caso o Ministério do Planejamento apresente uma proposta durante a reunião, podemos fazer uma nova votação antes. Mas isso vai depender da reunião”.

A paralisação deve afetar o atendimento de brasileiros no exterior e serviços como emissão de passaportes.

Reivindicações

Os oficiais e assistentes de chancelaria querem ser remunerados por subsídios (parcela única, invariável), como ocorre nas demais carreiras de Estado. A categoria reivindica ainda reajustes salariais - segundo o sindicato, o último reajuste foi dado em 2010.

De acordo com o Sinditamaraty, os oficiais de chancelaria querem aumento de R$ 6.300,00 para R$ 12,9 mil (o que correspondente à remuneração mensal de um diplomata em início de carreira). Para os assistentes, a reivindicação é que o ganho mensal aumente de R$ 3.100,00 para R$ 4.900,00. Os diplomatas, por sua vez, pedem equiparação ao salário de delegado da Polícia Federal (R$ 13.368,68).


Servidores

Segundo a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), mais de 40 categorias estão em greve. O movimento grevista dos servidores públicos afeta, em potencial, mais de 60% do quadro de trabalhadores do Poder Executivo federal.

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