A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) enviou na manhã de ontem uma nota sobre a conclusão da vistoria realizada pela equipe técnica no Parque Paulista por conta de despejo irregular de produto químico.
Conforme matéria publicada pelo JC na edição desta quarta-feira, moradores relataram o incômodo gerado pelo odor do produto na vizinhança da rua Diúmes de Oliveira Pimentel. Na ocasião, algumas pessoas disseram ter sentido dores de cabeça e até náusea por conta do mau cheiro que teria se iniciado na manhã do último sábado.
Em sua constatação, a agência cita que a inspeção verificou que foi ateado fogo ao local, que possuiria “um pequeno odor, não passível de causar incômodos à vizinhança como havia ocorrido”. E que o registro dessa ocorrência deu-se “um pouco tarde na agência para ser constatada a infração ou procedência do infrator’, considerando que ninguém na vizinhança soube fornecer dados do suposto veículo envolvido no caso à Cetesb.
A Cetesb, entretanto, no mesmo documento, relata ter confirmado o caso do descarte do produto de características orgânicas, que emitia odores desagradáveis, com o proprietário da chácara em questão. Além disso, a Cetesb afirma que teria sido informada por terceiros sobre a presença de um caminhão desconhecido na propriedade em que o fato ocorreu e que o próprio dono da chácara teria registrado chamado a Polícia Militar.
Sobre o fato, o delegado titular do Distrito Policial de Crimes Ambientais, Dinair José da Silva, informou ter designado uma equipe para investigação no local.
“O mais importante não é o mau cheiro em si, mas os danos causados a toda aquela área como, por exemplo, o dano ao solo. Ninguém pode sair despejando produtos por aí e ficar impune”, fecha questão o delegado.