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Lotes de mortadela e milho verde têm venda proibida

Folhapress
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São Paulo - A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo proibiu ontem a venda do lote 1E0712 da mortadela da marca Estrela e do lote 300437 do milho verde em conserva da marca Quero. A medida acontece após uma família ser diagnosticada com botulismo em Santa Fé do Sul (358 km de Bauru) (veja quadro).

A interdição dos lotes foi divulgada no “Diário Oficial” do Estado e proíbe a venda dos produtos pelo menos até a conclusão das análises das amostras dos produtos recolhidas e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, na Capital paulista.

O casal Benedito José dos Santos, 38 anos, Elisete Garcia, 30 anos, e os filhos Juliana Bruna, 12 anos e Cristiano, 9 anos, deram entrada na Santa Casa da cidade na noite do último sábado com diarreia e vômitos. Após a notificação, uma megaoperação foi montada para levar medicamentos a eles, que só teriam mais seis horas de vida, segundo médicos.

O botulismo é causado por uma bactéria que normalmente está presente em alimentos mal conservados, principalmente nos enlatados, em conserva e embutidos. O último registro da doença no Estado de São Paulo foi em 2009.

Desde o ano de 1997, quando a doença passou a ser de notificação compulsória, o Estado registrou 22 casos, dos quais cinco mortes. Médicos ressaltam que, apesar da violência com que a bactéria atinge o organismo humano, uma vez curada, a doença raramente deixa sequelas.

As marcas Estrela e Quero foram procuradas pela reportagem, mas ainda não falaram sobre a proibição de venda dos lotes de seus produtos.

A família vítima de botulismo recebeu alta ontem, conforme informação do médico José Maria Ferreira dos Santos, da Santa Casa da cidade. O médico explicou, porém, que eles devem continuar no hospital até as 10h  e hoje para atender ao Ministério da Saúde, que pediu alguns exames. Depois disso, irão para casa e serão monitorados a distância por um período.

Preocupada com a repercussão do caso de intoxicação, a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) divulgou um comunicado para dizer que seria um mito a relação que as pessoas fazem entre o botulismo e o consumo de alimentos enlatados.

A entidade cita que, nos últimos 12 anos, dos 66 casos de botulismo alimentar registrados no Brasil, a maioria envolveu conservas vegetais artesanais, produtos cárneos cozidos, curados e defumados de forma artesanal, além de queijos e pastas de queijos.

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