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Bin Laden foi morto sem resistir, diz livro

Folhapress
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Washington - O relato de um integrante dos Seals (mergulhadores de elite da Marinha dos EUA) que integrava a equipe que matou Osama Bin Laden no Paquistão em 1º de maio de 2011, contradiz a versão oficial do governo de Barack Obama sobre a operação. O líder da Al-Qaeda teria sido baleado na cabeça quando olhou pela porta de seu quarto para o corredor do complexo onde se escondia.

Essa é a versão de Matt Bissonette, escrita sob o pseudônimo de Mark Owen, no livro “No Easy Day”, a ser lançado no próximo dia 4. No Brasil, o livro terá o título “Não Há Dia Fácil”.

Na descrição da operação feita à época pelo governo americano, Bin Laden teria sido baleado após mostrar resistência à invasão. Bissonnette diz que estava imediatamente atrás de um atirador de elite que subia as escadas em direção ao terrorista. A “menos de cinco passos” do topo da escada, ele ouviu o som de disparo com silenciador: “Bop. Bop.”

O atirador havia visto “um homem espreitando pela porta” do lado direito do corredor. “Eu não podia dizer da minha posição, se o alvo tinha sido atingido ou não. O homem desapareceu dentro do quarto escuro”, conta.

Segundo o autor, Bin Laden teria recuado para dentro de seu quarto e os Seals entraram, mas o encontraram caído no chão em meio a uma poça de sangue. Um buraco de bala podia ser visto do lado direito de sua cabeça e duas mulheres se inclinavam sob seu corpo.

Bissonnette afirma que o atirador dos Seals afastou as duas mulheres e, com outros Seals, atirou várias vezes, até ele parar de se mexer. Bissonnette diz ainda que um dos Seals teria sentado no corpo de Bin Laden, que foi carregado de helicóptero para fora do complexo. Na versão do governo, os Seals atiraram depois de ele voltar para o quarto,  presumindo que ele estaria armado. 

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