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Laranja do esquema diz à CPI do Cachoeira estar sendo ameaçada

Folhapress
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Brasília - Registrada como sócia de uma das principais empresas de fachada usadas pelo esquema do empresário Carlinhos Cachoeira e pela Delta, Roseli Pantoja da Silva afirmou ontem ao comando da CPI que ela e sua família está sofrendo ameaças.

A Alberto e Pantoja Construções e Terraplanagem, criada em abril de 2010, recebeu, até 2011, R$ 26 milhões exclusivamente da Delta. O dinheiro era movimentado por Geovani Pereira da Silva, contador de Cachoeira e foragido da Justiça desde fevereiro, quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo.

Pantoja, no depoimento à CPI, no último dia 15, afirmou que seu nome foi usado e lançou suspeitas sobre o ex-marido Gilmar Carvalho, que é contador e também aparece como sócio de uma outra empresa fantasma usada pelo grupo Cachoeira.

Ontem, conforme o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), ela ligou para o comando da CPI dizendo ter recebido um telefonema com ameaças. Segundo o senador, “ela e sua família foram brutalmente ameaçadas”.

Segundo a comunicação feita à CPI, as ameaças também foram feitas ao ex-marido, cuja convocação já foi solicitada por parlamentares da comissão. Hoje, diante das ameaças, Vital do Rêgo sugeriu convocá-lo imediatamente para depor à CPI.

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