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Paraquedismo ?dá asas? a novatos

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

O que era ‘coisa de doido’ ou, no mínimo, algo restrito a um seleto grupo de aventureiros hoje dá asas a um maior número de praticantes.


Mais presente e acessível, o paraquedismo é uma boa alternativa de lazer para quem curte elevar a taxa de adrenalina em Bauru. Ontem, 14 saltadores (entre eles 12 novatos) ganharam e coloriram os céus da cidade, em evento realizado pela Sky Radical, no Aeroclube.


A iniciativa, observa César Assis, diretor de eventos da escola, é mais uma demonstração de que o turismo de aventura está enraizado em Bauru, cidade com forte vocação aviadora. “Temos boa localização e uma bela infraestrutura, por isso atraímos saltadores inclusive de outras cidades”, comemora.


Ele destaca a maior acessibilidade do esporte, antes restritos a outros centros. Na realidade, observa Assis, Bauru resgata cada vez mais a posição de polo aglutinador da modalidade.


A cidade, concorda, não está no patamar de Boituva - onde a escola também mantém base para saltos e instruções, considerada a capital nacional da modalidade. Entretanto, Bauru, pelos seguidos eventos, sempre com saltadores iniciantes experimentando a carga de adrenalina proporcionada pelo esportes, já se destaca no interior.


“Boituva tem uma estrutura de saltos com aeronaves maiores para esse fim e a cidade está ao lado de São Paulo. Nós, por outro lado, temos uma grande estrutura aeroportuária na cidade, com os aviões comerciais voando no novo aeroporto (Bauru/Arealva)”, salienta, destacando o visual diferenciado dos saltos em Bauru, com vista urbana e rural mescladas.



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Outro diferencial que faz da modalidade mais procurada por novatos é o custo.  Atualmente, quem salta em eventos como o de ontem pode gravar em vídeo a aventura sem o ônus, até alguns anos, de arcar com um cinegrafista, que tinha de saltar junto. “Com a handcam (câmera acoplada nas mãos do instrutor) gravamos o salto com qualidade sem altos custos. Barateou muito”, considera.


A segurança também é total garante. O paraquedas principal, detalha Assis, abre após seis segundos de queda livre. Em caso de qualquer problema, como atraso ou eventual movimento fora do previsto, o dispositivo reserva abre automaticamente, por meio do mecanismo disparador de abertura automática, ou DAA. “Toda a segurança está a cargo do instrutor”, assegura.

Primeiro salto

Entre os saltadores de primeira viagem, o representante de vendas Sandro Makoto Kasama, de 32 anos, não esconde que, na hora em que a porta do avião abriu, percebeu que “não tinha mais volta”. “Sentar na beira do avião, com a porta aberta, sentindo o vento, é o momento de maior adrenalina”, narra ele, que pretende fazer novos saltos.


“Ao chegar ao solo, é uma mistura de alívio e orgulho, pelo desafio vencido”, comemora. Mariana Harume Tadano, de 22 anos, também era outra paraquedista estreante. “Desde os 12 anos esperava por esse momento. Agora surgiu a oportunidade, de saltar aqui, e não perdi a chance. Na hora da queda, você tenta gritar, mas não sai nada. Quero saltar mais”, visa.


Gabriela Guimarães Nogueira, 26 anos, era mais experiente. No segundo salto, o primeiro em Bauru, ela planeja novos voos, incluindo curso para saltar solo. Nos saltos em dupla, frisa César Assis, os paraquedistas novatos passam por um breve briefing técnico e de segurança. “É sempre diferente, nunca é igual, sempre muita adrenalina”, celebra Gabriela.

 

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