Neide Carlos |
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Ricardo Fischer foi destaque na vitória contra Franca |
Com uma vitória tranquila no clássico contra Franca, o Paschoalotto/Bauru manteve 100% de aproveitamento no Campeonato Paulista e convenceu de vez. Porém, mesmo confirmando o favoritismo, a equipe sabe que não pode relaxar e teme “armadilhas”. É assim que o jogo de hoje, fora de casa, contra o América/Unirp/Rodobens/Smel/3M, vem sendo encarado. Além do adversário, o Bauru Basket terá outro obstáculo: a quadra dos donos da casa.
Ao contrário do que impõe a Federação Paulista de Basquete (FPB), a quadra em São José do Rio Preto, na qual o jogo será realizado hoje às 18h, não é de taco. O ginásio municipal Alberto Cecconi é de piso emborrachado. “É algo que nos preocupa e pode atrapalhar. Não é o piso oficial. Mais um ano estão deixando isso assim”, aponta o técnico do Bauru Basket, Guerrinha, visivelmente na bronca com a irregularidade.
Além de driblar o problema da quadra, o técnico sabe que não pode relaxar. Apesar de o América ter 50% de aproveitamento – duas vitórias e duas derrotas – até agora, há um jogador que pode fazer a diferença: o ala armador norte-americano Hashaun, que possui incrível média de 20 pontos por partida.
“Acho que, mais uma vez, além da qualidade dos nossos jogadores, o que vai definir a partida é a intensidade e o ritmo das equipes”, aponta o treinador.
Assim como ocorreu contra Franca, o Paschoalotto/Bauru não irá contar com Fernando Fischer, que passa por recuperação após lesão. A ausência do jogador, entretanto, é usada por Guerrinha para exemplificar o bom nível do elenco. “Esta foi nossa proposta: ter esse revezamento. Contra Franca, não tivemos o Fischer e fizemos uma ótima partida. O Larry voltou, mas, se não tivesse voltado, iríamos jogar bem. É uma competição sadia que aumenta a qualidade do time e também da competição”, destaca o técnico.
Alerta
Afinado com o discurso do treinador, o armador Ricardo Fischer também ressalta o perigo da partida de hoje em São José do Rio Preto. O jogador vai além. Para ele, apesar de o América não ter tanta tradição como é o caso de Franca, será um jogo muito mais difícil do que foi o clássico.
“Além do fato do jogo ser fora, o que torna tudo mais difícil, há também outro grande perigo em partidas assim. Esses times, que parecem não ter muita pretensão, nos preocupam muito. Acaba sendo uma armadilha. Tenho certeza que vai ser mais difícil do que foi ganhar de Franca”, aponta o atleta.
Um exemplo desta “armadilha” apontada pelo armador foi o jogo contra Rio Claro, no qual Bauru saiu com a vitória somente na prorrogação.
“Este jogo nos serviu de alerta”, destaca Ricardo Fischer.
Ele, que teve uma ótima atuação no duelo com Franca - oito pontos e nove assistências -, está satisfeito com seu começo no Bauru Basket. “Nessas primeiras partidas, estou podendo ajudar o time e fazer meu jogo. Isso é o que importa”, finaliza o armador.
Moral alta
Além de convencer, o rendimento mostrado contra Franca deu muita moral ao Paschoalotto/Bauru. Com uma vitória por 17 pontos de vantagem – que poderia ter sido ainda maior -, o aspecto motivacional pode fazer diferença no jogo de hoje contra o América.
“Ganhar de Franca e do modo como ganhamos dá um moral muito grande. Nós conseguimos impor nosso ritmo e isso foi importante. Então, certamente, entraremos em quadra muito bem”, aponta o armador Ricardo Fischer.
Além desse moral alto, outro ponto vai contar em prol da defesa da invencibilidade do Bauru Basket hoje. Para o técnico Guerrinha, é a proposta da temporada, que vem sendo cumprida à risca. “Todos tinham em mente nosso foco. Nossa proposta foi diminuir o tempo de todos na quadra e aumentar a qualidade. Estamos conseguindo isso”, conclui.
