Internacional

Convenção democrata vende Obama "gente como a gente"

Folhapress
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Charlotte - Um sujeito que entende os problemas da classe média porque os viveu e, portanto, é mais apto a solucioná-los do que seu oponente, blindado da realidade por uma suposta bolha de riqueza.

É esse Barack Obama que a convenção democrata tenta “vender” em Charlotte por meio dos discursos de sua mulher, de seu ex-chefe de gabinete, da jovem estrela e do eterno popstar do partido.

“Vi como as questões que chegam à mesa de um presidente são sempre as difíceis”, disse na noite de anteontem a primeira-dama, Michelle Obama, em um discurso elogiado pela direita e a esquerda por sua sutileza e eficácia.

“Na hora da decisão, o que te guia são seus valores, sua visão e a experiência de vida que faz de você aquilo que é.”

Nos 25 minutos em que esteve no palco, Michelle alinhavou a história do casal - conjunta e pregressa - e a relacionou a cada problema da classe média americana e às principais ações do governo Obama para lidar com eles.

É um Obama diferente daquele apresentado em 2008 a partir de sua origem exótica (pai queniano, mãe do Kansas) e história de vida rara (negro criado por avós brancos no Havaí, que viveu em Jacarta e Nova York).

Mas, em nenhum momento, Michelle - que se apresentou como “mãe em chefe”, usou a palavra “amor” 15 vezes e narrou episódios do namoro como os passeios no carro velho de Obama- citou o nome do rival do marido, o republicano Mitt Romney.

A evocação ficou implícita nos contrastes, na afirmação de que os Obama acreditam que todos devem ter a mesma chance de realizar o “sonho americano” ou na de que batalharam (Romney tem estimados US$ 250 milhões).


Clinton


Entre Michelle e Obama, que discursa hoje, falará o ex-presidente Bill Clinton (1993-2001), 69% de popularidade segundo o Gallup e rotineiramente acusado de tentar sabotar Obama para ver a mulher, Hillary, na Casa Branca (a chanceler, na China, não iria ao evento). 

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