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Metalúrgicos param a produção em 50 fábricas

Folhapress
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São Paulo - Os metalúrgicos da região do ABC fizeram ontem uma paralisação de 24 horas para reivindicar melhores salários. De acordo com a Central Unificada dos Trabalhadores (CUT), a paralisação suspendeu as atividades das principais fábricas do ABC paulista, com adesão de cerca de 80% dos trabalhadores que estavam mobilizados, cerca de 56 mil pessoas.

A greve afetou os segmentos de máquinas e eletrônicos, refrigeração, lâmpadas, estamparia e outros, suspendendo a produção em 50 fábricas.

As principais reivindicações da categoria, de acordo com a Federação dos Sindicatos Metalúrgicos (FEM-CUT) são licença maternidade de 180 dias, redução da jornada para 40 horas semanais, seguro de vida e 2,5% de aumento real do salário.

A FEM-CUT tem 100 mil trabalhadores filiados no ABC, e estima que cerca de 80 mil deles cruzaram os braços ontem. A expectativa da entidade, após a paralisação, é retomar as negociações hoje com os representantes patronais.

De acordo com o presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT), Valmir Marques, que negocia pela categoria, houve um endurecimento nas negociações por parte da bancada patronal.

“As propostas apresentadas até agora foram ridículas. Alguns grupos tiveram a cara de pau de propor reajuste abaixo da inflação”, afirmou Marques, em nota. 

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