Polícia

Caso Idalina: bala será periciada no IC

Bruna Dias com Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Depois de oficiar o Hospital Beneficência Portuguesa, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), apreendeu, no final da tarde de ontem, o projétil extraído cirurgicamente da região das costelas da advogada Idalina Aparecida Lorusso Barbosa, 46 anos, baleada em um assalto que ocorreu em sua residência no dia 4 deste mês. A Polícia Civil acredita que, visualmente, a bala pode ser de calibre 38 e ter vindo de uma das armas apreendidas no mesmo dia da prisão de Danilo Rodrigues dos Santos, 21 anos, um dos suspeitos pelo crime (leia mais abaixo). O projétil foi levado ainda ontem para o Instituto de Criminalística (IC) de Bauru.

O delegado Kleber Granja, titular da DIG que preside o inquérito, explica que inicialmente é possível dizer que a bala tem as características de calibre 38 ou 32. “Tudo indica que essa bala é de calibre 38, o tamanho, por exemplo. Esse projétil será encaminhado para um exame preliminar aqui em Bauru onde será verificado o peso, o diâmetro, a composição química e se existe algum fragmento de material biológico nele. Neste caso vemos o sangue que ficou da vítima”.

O laudo preliminar demora cerca de três dias para ser concluído. A segunda fase deste passo da investigação é o exame de balística, feito somente no Instituto de Criminalística de São Paulo. Por isso, o projétil deve ser enviado para o laboratório, ainda nesta segunda-feira, bem como as duas armas apreendidas no último dia 6 de setembro.

“Os dois revólveres apreendidos no dia da prisão do Danilo, um calibre 32 e outro calibre 38, também serão encaminhados para São Paulo. Cada raia existente no interior da arma possui uma microentrância, que produz ranhuras únicas em cada projétil, como se fosse uma impressão digital. O exame tridimensional, feito em um software, faz a sobreposição das ranhuras da arma com as da bala e identifica precisamente se aquela bala saiu daquela arma”, explicou Granja.

Cruzando dados

Conforme noticiado pelo JC na edição do dia 7 de setembro, Danilo foi abordado pela Polícia Militar, na quadra 16 da rua Azarias Leite, quando conduzia sua motocicleta. Ele estava com alguns pertences da vítima, acabou confessando o crime e levando os policiais até um matagal, onde escondeu uma maleta.

Dentre os objetos que estavam nesta bolsa, foram apreendidos os dois revólveres calibre 32 e 38, respectivamente usados por Alex Ferreira de Oliveira, 23 anos, e Solon Prieto Hadba, 20 anos, outros acusados de terem praticado o assalto, e outras duas armas que foram roubadas da casa. “O Danilo ainda fala que foi da arma do Solon que saiu o tiro”, acrescentou o delegado.

 

Foragidos

Até o fechamento desta edição,  Alex Ferreira de Oliveira, 23 anos, e Solon Prieto Hadba, 20 anos, outros acusados de terem praticado o assalto, continuavam foragidos. Apesar da iniciativa da família e do advogado de ambos insistirem para que eles se entreguem à polícia, nada foi feito.

“O nosso trabalho continua intenso, mas não há sinalização de que eles vão se entregar. A oportunidade é essa. Não é uma caçada, é cumprir a lei. Continuamos com o nosso trabalho de inteligência, mas se eles se entregam ajudam a nossa investigação e, juridicamente falando, o juiz vai interpretar isso com ‘bons olhos’”, disse o delegado Kleber Granja.

 

Projeto ‘Vizinhança Solidária’ teve início ontem no Centro

Diferente do que foi noticiado pelo JC no dia 6 de setembro, o projeto “Vizinhança Solidária” começou ontem, às 19h, pela área Centro. Inicialmente o bairro piloto seria o Jardim Estoril 3, por conta do assalto que terminou com a advogada Idalina Aparecida Lorusso Barbosa, 46 anos, baleada no início do mês. No entanto, a disponibilidade destes moradores da área sul era para o dia de hoje, às 20h, por isso a troca da data.

O 2º tenente Pedro Batista Lamoso Júnior, comandante da Base Comunitária de Segurança Centro, explicou ontem ao JC que a iniciativa é inédita na área da 1ª Companhia da PM, mas já existia em Bauru. Agora o objetivo é implantar o programa sem interrupções e com expectativa de expansão para as outras áreas da cidade.

Para marcar o primeiro encontro com os moradores da área central, foram distribuídas cartas à comunidade. “São escolhidos alguns quarteirões onde há uma determinada quantidade de delitos ou as proximidades de uma área de reclamação da população. Na área sul, a queixa é de furtos e roubos e na área central a falta de iluminação na Praça Luiz Zuiani”, disse Lamoso.

Em seguida são marcadas as reuniões onde acontecerão palestras, dicas de segurança e troca de contatos entre vizinhos. “Às vezes a pessoa mora anos na mesma rua e não conhece o seu vizinho. Com esse contato se um dia o vizinho ouvir um barulho anormal na casa do outro, por exemplo, poderá acionar a PM. Também intensificaremos o patrulhamento. Tudo isso melhora a segurança”.

Os moradores que tiverem sugestões de localidades e comunidades que podem participar podem entrar em contato com as Bases Centro (14) 3232-1516 e Sul (14) 3227-6266. 

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