Geral

Projeto vai revitalizar Vitória Régia

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 6 min

 

O Parque Vitória Régia começa a ‘respirar’ novos ares a partir desta semana. Numa iniciativa inédita, universitários iniciam um projeto de revitalização de um dos principais cartões-postais da cidade e, desta forma, dão o pontapé inicial para intervenções urbanísticas por meio de ações entre o universo acadêmico e comunidade. 

 

Por meio do projeto “Ao Vivo e em Cores”, encabeçado por estudantes da Faculdade de Engenharia da Unesp/Bauru, a principal área de lazer ao ar livre da cidade começará a receber pintura, novos bancos e uma nova cara com a retirada de um muro, então, grande alvo de vândalos que, através da pichação, poluem o visual da área, referência ambiental e cultural. 

 

A iniciativa está inserida na Semana da Engenharia da faculdade, que começa amanhã e termina no sábado. O grande encerramento da semana, que contará com palestras voltadas ao tema principal deste ano: ‘Caos Urbano, Engenharia da Desordem ao Progresso’, ocorrerá justamente no parque, com as atividades voluntárias dos alunos. 

 

Desenvolvido em parceria com a prefeitura, por meio das secretarias da Cultura, Esporte, Meio Ambiente, Obras, Planejamento e Bem Estar Social, o projeto terá atividades paralelas à segunda edição da Revirada Cultural, com shows simultâneos no mesmo local, bem como iniciativas de saúde preventiva, como aferição da pressão arterial e diversão infantil. 

 

Dentro dos planos de revitalização, observam os idealizadores, o parque ganhará nova pintura. Tanto as arquibancadas do anfiteatro quanto as pétalas atrás do palco receberão novas cores, seja por meio do trabalho voluntário de universitários quanto pelas mãos de jovens infratores que cumprem medida socioeducativa e também contribuem para ‘novos ares’ ao parque. 

 

Música ao vivo, estandes com projetos de extensão universitárias conduzidos pela Unesp e caminhada completam o leque de atividades previstas para o próximo sábado, destacam os organizadores do projeto. 

 

A iniciativa ainda pretende implantar cerca de quarenta novos bancos em toda a extensão do parque. Por meio desta ação, destaca Victor Torres Witzler, estudante do terceiro ano de engenharia civil e presidente do diretório acadêmico da Faculdade de Engenharia, serão valorizados todos os envolvidos direta e indiretamente com o projeto. 

 

Para angariar recursos para as melhorias, que contam com o auxílio de parceiros, serão vendidos, durante a semana, em diversos pontos da cidade percorridos pelos voluntários (como a Batista de Carvalho) adesivos alusivos a campanha. Com R$ 5,00, qualquer pessoa pode contribuir com o projeto de revitalização do parque, observa o organizador.

 

 “O Ao Vivo e Em Cores estampará o nome da pessoa que contribuiu nos bancos a serem instalados no parque”, destaca o universitário. “Desta forma, seja o grande lojista que contribuiu, até o vendedor de caldo de cana, que também deu sua parcela de ajuda, serão valorizados da mesma maneira”, enfatiza.  

 

 

Fora do muro

 

Uma das premissas, destaca o diretor da Faculdade de Engenharia , professor Jair Manfrinato, é uma maior interação entre comunidade acadêmica e população em geral, através de ações que reflitam dentro e fora dos muros da universidade. “A ideia é envolver a universidade com a sociedade, uma contrapartida do aluno junto à cidade que o acolhe”, observa. 

 

Para o acadêmico, o projeto marca o início de uma nova ordem na relação universidade/comunidade. “Queremos começar uma nova cultura de convivência”, vislumbra o professor, que enxerga no projeto um embrião para novas iniciativas do mesmo cunho pela cidade. 

 

Dentro dessas iniciativas, ele destaca o Escola Móvel. Através de uma possível parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) – ainda em fase de negociação – e prefeitura (Sebes, Seplan e Emdurb). “Uma sala de aula móvel e laborarótios, montados em caminhão, percorrerá diversos bairros, com cursos profissionalizantes”, destaca. 

 

O objetivo é levar, principalmente à periferia, oportunidades de profissionalização por meio de módulos específicos e dinâmico, dentro da realidade e demanda do atual mercado de trabalho. Entre os cursos previstos está uma das maiores necessidades de profissionais capacitados atualmente, a construção civil. 

 

“A falta de mão de obra qualificada aliada à grande demanda atual gerada pelo crescimento do setor faz com que muita gente trabalhe de forma empírica”, relaciona o diretor da Faculdade de Engenharia. 

 

“Geraremos capacitação e, com isso, vamos contribuir tanto para a economia nas obras e a uma demanda verificada junto ao próprio Sinduscon (Sindicado da Indústria da Construção Civil) e oportunidades para quem quer aprender uma profissão”, salienta. 

 

Muro abaixo

 

Dentro do projeto de revitalização do Parque que, reiteram os estudantes idealizadores do projeto, tende a não parar apenas nas ações do próximo final de semana, está prevista a derrubada do muro entre o gramado e arquibancada de frente para o palco, no anfiteatro do Vitória Régia. 

 

O muro, salientam os envolvidos no projeto, é constante alvo de pichações. Embora constantemente repaginado pela arte dos grafiteiros, a área volta a ser degradada com a mesma rapidez. Além disso, consideram os alunos de engenharia, a retirada do muro propiciará um ambiente mais arejado para o local. 

 

 

Serviço

 

A programação completa da 17ª Semana de Engenharia (Semeng) pode ser conferida através da página oficial do evento na Internet: www.semeng.feb.unesp.br. Voluntários para o projeto Ao Vivo e Em Cores podem se inscrever online, através do perfil da iniciativa no facebook: www.facebook.com.br/aovivoeemcores. A ação no Vitória Régia ocorre sábado, dia 22, com início previsto para às 8h30, quando voluntários e comunidade participam de uma caminhada. 

Ação propõe ‘revirada’ de pensamento 

É com o espírito de arregaçar as mangas e colocar a mão na massa que os estudantes da Faculdade de Engenharia da Unesp/Bauru, através do projeto Ao Vivo e Em Cores, propõem o início da revitalização do Parque Vitória Régia, com novas cores, bancos e atrações culturais, esportivas e de cidadania. E a ação teve engajamento neste final de semana.

 

Paralelamente ao projeto, envolvendo direta e indiretamente 6,3 mil estudantes universitários, que visa também uma maior interação entre meio acadêmico e comunidade, a Secretaria Municipal da Cultura promoveu a segunda edição da Revirada Cultural, evento com diversas atrações artísticas com início neste final de semana. 

 

A programação artística, ideia nascida no ano passado, como alternativa à ausência de Bauru no calendário da Virada Cultural Estadual, que retornou ao município em 2012, para o titular da secretaria municipal envolvida no projeto, Élson Reis, une dois importantes eventos, simboliza também a participação popular como instrumento de melhorias para a cidade. 

 

“Foi uma feliz junção de local e datas, um casamento de ações”, celebra Elson Reis. “Além disso, a proposta em si (revitalização do parque de forma voluntária por parte dos estudantes) incentiva a um processo de conscientização de que todas as pessoas podem melhorar e preservar o bem público e assim melhorar a qualidade de vida para todos”, incentiva. 

 

E a mobilização esteve aberta a quem quisesse participar, independentemente a encarar o rolo de tinta ou marreta. “O mais importante é o apoio que recebemos. Desta forma , sabemos que não estamos sozinhos e encontraremos resultados”, contou Renata Lunardi, estudante do terceiro ano de engenharia da produção e integrante do grupo organizador, destacando também o envolvimento de outros cursos da Unesp/Bauru, principalmente durante as atividades previstas para o sábado, no Vitória Régia. 

 

O projeto Ao Vivo e Em Cores é realizado por meio de uma parceria entre Unesp, Prefeitura de Bauru e conta com o patrocínio de Prata Construtora e Lojas Copical Tintas. 

 

Comentários

Comentários