Regional

Polícia prende suspeitas de aplicar golpes no trânsito

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Duas mulheres foram presas na manhã desta segunda-feira (17), em São Paulo, acusadas pela polícia de abordarem motoristas parados no trânsito para aplicar golpes.

A investigação que levou às mulheres durou 15 dias e começou após um homem registrar boletim de ocorrência no 27º DP (Campo Belo), na zona sul de São Paulo.

Segundo a polícia, Helena Aristides, 61 e Nadia Viti, 37, o abordaram quando estava parado em um cruzamento da avenida dos Bandeirantes.

Em um Chevrolet Cruze branco, as mulheres emparelharam ao lado da vítima e afirmaram ter percebido que ela sofria com algum problema familiar urgente.

Em seguida, disseram ser videntes e que poderiam ajudá-lo por terem poderes mediúnicos.

"Elas fazem uma leitura do comportamento da pessoa, percebem que o motorista ao lado está preocupado com alguma coisa e oferecem uma solução. Na verdade, a vítima acaba se entregando para o estelionatário pela sua linguagem corporal", afirma o delegado Genésio Léo Junior.

"Elas foram aprimorando a abordagem ao longo do tempo. Tem que ter um poder de convencimento muito grande, porque elas têm até o semáforo abrir pra conquistar a vítima."

Ao cair no golpe, a vítima foi orientada a ir até uma casa alugada no Campo Belo, onde passou por um ritual. Ao todo, ele deu à dupla R$ 18.600 - dos quais R$ 10 mil de um empréstimo bancário.

Nesta segunda elas haviam marcado outro ritual, em que cobrariam R$ 4.500. Com mandados de busca expedidos pela Justiça, as duas foram presas em flagrante na casa por volta das 10h30.

A polícia diz ter identificado outros dois suspeitos de participar dos golpes.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, as suspeitas vão responder por estelionato, curandeirismo, charlatanismo e formação de quadrilha. Elas não tinham ficha criminal e negaram os crimes.

"Na medida em que o caso for divulgado, mais vítimas devem aparecer. Elas tinham carro zero e bens de valor. Pela minha experiência, devem estar agindo há anos", disse o delegado.

 

Comentários

Comentários