Internacional

Raio provoca incêndio em tanques de refinaria da Venezuela

Folhapress
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A queda de um raio causou um incêndio em dois tanques na refinaria de El Palito, na cidade de Puerto Cabello, no Estado de Carabobo, região central da Venezuela, na noite desta quarta-feira (19). 

De acordo com integrantes da estatal PDVSA, dois tanques de nafta foram atingidos pelo fenômeno, provocando o incêndio. Apesar do acidente, as operações na fábrica não foram interrompidas.

 

O prefeito da cidade onde fica a refinaria, Rafael Lacava, disse que as chamas foram controladas na manhã de hoje e que o local passou pela maior tempestade em 30 anos. 

 

Ele descartou os rumores de que o incêndio pudesse ter maiores proporções. "Não tivemos nada para lamentar, a calma voltou a Puerto Cabello, que foi afetada por mensagens falsas, mas que não há motivo nenhum para alarde". 

 

Em entrevista ao canal Telesur, o vice-presidente da PDVSA, Asdrúbal Sánchez, disse que o acidente não causou impacto na produção da refinaria e que os tanques contêm para-raios, mas que a intensidade foi mais alta que o suportável. 

 

Ele anunciou um comitê de investigação para averiguar o ocorrido e pediu calma à população. A refinaria tem capacidade para processar 140 milhões de barris de petróleo diários. 

 

Acidente

 

Os moradores da região ficaram preocupados com a ocorrência de um novo acidente como o da refinaria de Amuay, em 25 de agosto, em que 42 pessoas morreram, dezenas ficaram feridas e mais de 1.600 casas foram atingidas. 

 

A explosão pôs sob escrutínio a empresa responsável pela maior parte dos programas sociais do governo Hugo Chávez, que tenta a reeleição no próximo dia 7 de outubro. A tragédia ocorreu na hora em que o país tenta estancar a queda de sua produção petrolífera. 

 

As causas do acidente na refinaria de Amuay ainda estão sob investigação, mas causou controvérsia a informação de que nove das 12 paradas para manutenção da unidade, previstas para 2011, não ocorreram. O motivo foi "falta de material". 

 

A estatal diz ter investido em 2011 9% do faturamento, ou US$ 9 bilhões (R$ 18 bilhões) - taxa baixa em relação às congêneres na América Latina. A Petrobras diz ter aplicado 29% do faturamento; a mexicana Pemex, 17%. 

 

Enquanto isso, a empresa elevou os "aportes para o desenvolvimento" entre 2010 e 2011, de US$ 20 bilhões (R$ 40 bilhões) para US$ 39 bilhões (R$ 79 bilhões). Metade fluiu sob a rubrica "programas sociais", pouco mais do dobro do orçamento anual do Bolsa Família em 2011. 

 

O repasse não inclui impostos e taxas ao fisco. Os recursos foram aplicados diretamente pela PDVSA - cuja atuação vai desde atendimento de saúde à habitação - ou canalizados a fundos criados por Chávez e comandados pelo próprio presidente.

 

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