Esportes

Basquete: Incontestável

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

Susto ou drama foram palavras que passaram longe do ginásio Panela de Pressão, ontem à noite. O Paschoalotto/Bauru derrotou o Rio Claro por incontestáveis 105 a 66, pelo Campeonato Paulista, e foi absoluto durante todo o jogo, somente relaxando no quarto final, quando a vitória já estava definida. Nas três primeiras parciais, o time anulou completamente o adversário com foco, como pregavam os jogadores, e sem oscilar. Nada que lembrasse a partida do primeiro turno entre as equipes, quando os bauruenses venceram apenas na prorrogação. A vitória e a postura do time corroboraram as palavras do técnico Guerrinha, um dia antes do jogo, de que o momento, agora, era outro, comparando os confrontos.

O ala/pivô DeAndre Coleman conseguiu um duplo-duplo de 17 pontos de dez rebotes. O também ala/pivô John Thomas anotou outros 17 pontos para o Paschoalotto. O maior pontuador da equipe, no entanto, foi o pivô Jeff Agba, com 18 pontos e oito rebotes. O ala/pivô Pilar fez 15 pontos e o armador Larry Taylor marcou dez pontos e distribuiu oito assistências. O armador Ricardo Fischer completou o grupo que pontuou em dois dígitos pelo Paschoalotto, com 11 pontos. Pelo Rio Claro, o pivô Atílio fez 22 pontos e foi o cestinha da partida.

 

Jogo

Bauru já iniciou a partida dando o seu “boa noite” ao adversário logo no primeiro quarto, quando impôs diferença de mais do dobro de pontos dos visitantes. John Thomas fez os dois primeiros dos 105 pontos do Paschoalotto na partida. Com bom trabalho no garrafão e ritmo forte, os bauruenses abriram rapidamente 14 a 5, com direito a enterradas de Pilar e Coleman. O time seguiu acelerando e, com defesa forte e bons contra-ataques, encerrou a parcial 17 pontos à frente: 33 a 16.

No segundo quarto, o cenário seguiu o mesmo. Com boa variação de jogadas e impondo seu ritmo de jogo, o Paschoalotto anulou Rio Claro em quadra. Desta forma, à medida que Bauru crescia, Rio Claro encolhia. Superior defensiva e ofensivamente, o Paschoalotto foi ampliando sua vantagem ao longo da parcial e os dois últimos pontos vieram em tapinha de Coleman no estouro do cronômetro após chute de John Thomas: 63 a 29.

O time voltou concentrado para o terceiro quarto e impôs a maior diferença em parciais da partida. Com marcação agressiva, a diferença chegou a 50 pontos: 81 a 51, em seis minutos. Neste momento, o placar da parcial era de 18 a 2. O time não aliviou e seguiu para terminar o quarto vencendo por 91 a 39. Com a vitória assegurada, o Paschoalotto relaxou no quarto final e perdeu a parcial por 27 a 14. Nada, porém, que ameaçasse a vitória tranquila por 105 a 66.

 

Guerrinha aprova ‘só’ três quartos e já prepara bronca: ‘Vamos conversar’

O técnico Guerrinha se mostrou satisfeito com o rendimento da equipe, que conseguiu colocar em prática o que foi treinado tanto ofensivamente quanto defensivamente. O treinador elogiou a postura e concentração dos jogadores. Detalhe: tudo isso nos três primeiros quartos. No quarto final, Guerrinha desaprovou o relaxamento excessivo da equipe. “Foi ótimo, com todas as variações de defesa e ataque. O time jogou com qualidade, mas infelizmente no último quarto... É que eles ficam com vontade de levar uma dura. Amanhã (hoje), nós vamos conversar”, promete.

Pilar destacou a postura do Paschoalotto e o fator mando de quadra. “Foi bom, entramos com muita energia. Jogando em casa é diferente e tornamos o jogo duro que foi lá em jogo fácil jogando aqui. O time vem evoluindo”, constata. 

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