Afetado pela greve de seus funcionários iniciada na última quinta-feira (20), os Correios vão realizar mutirão de entrega neste fim de semana para colocar em dia a entrega de cartas e encomendas.
Segundo a companhia, 16% das correspondências não foram entregues no prazo nos dois primeiros dias de paralisação.
Para tentar minimizar prejuízos causados pela paralisação, a estatal diz estar realocando empregados das áreas administrativas, contratando trabalhadores temporários e oferecendo horas extras aos funcionários que não aderiram ao movimento.
Além de divulgar o atraso nas entregas, a estatal reiterou que estão suspensos os serviços com hora marcada -Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje e Disque-Coleta- para a cidade de São Paulo e a região metropolitana, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Tocantins e o SEDEX Hoje e o Disque-Coleta para o Rio de Janeiro.
Ao fazer um balanço do segundo dia de greve, os Correios dizem que apenas 500 funcionários em todo o país aderiram ao movimento em relação aos 10.438 empregados que já haviam paralisado suas atividades ontem.
Os 10.938 trabalhadores representam apenas 9% dos 120 mil funcionários, segundo a instituição, que diz se basear no sistema eletrônico de ponto para fazer o levantamento.
Julgamento do TST
O dissídio coletivo dos funcionários dos Correios, que pode acabar com a greve da instituição, deve ser julgado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) somente no início de outubro.
É no começo do mês que vem que ocorre a próxima reunião ordinária da SDC (Sessão Especializada em Dissídios Coletivos) do tribunal. A única possibilidade de a questão ser julgada antes desse prazo é a convocação de uma sessão extraordinária do SDC.
Regiões em greve
A greve da categoria, deflagrada por 25 dos 35 sindicatos regionais, deve continuar até a decisão do TST. Entre as localidades paralisadas estão a cidade de São Paulo e o Estado do Rio de Janeiro, que reúnem mais de 68% da carga diária de encomendas dos Correios.
Os dez sindicatos de base decidirão até a próxima terça-feira se aderem à paralisação.
Reivindicações
Os funcionários dos Correios pedem 43,7% de reajuste salarial, aumento linear de R$ 200, tíquete-alimentação de R$ 35 e a contratação de 30 mil trabalhadores, entre outras reivindicações.
A estatal oferece reajuste salarial de 5,2% (reposição da inflação dos últimos 12 meses).