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Sindicato cede ao TST, Correios dizem não e a greve continua

Folhapress
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São Paulo - O sindicato que representa os funcionários dos Correios cederam em parte à proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) na semana passada, mas os Correios disseram não ter condições financeiras de aceitá-la e a greve deve continuar pelo menos até quinta-feira.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) apresentou contraproposta parecida com a sugerida pela ministra Katia Arruda, relatora do caso no TST, na audiência de conciliação feita na quarta-feira passada.

Segundo James Magalhães, secretário de imprensa da federação, a contraproposta é de reajuste de 5,2% no salário (reposição da inflação dos últimos 12 meses), aumento linear de R$ 80,00 retroativo à agosto, 8,84% de aumento no vale-alimentação, vale-cesta básica extra no fim do ano, abono dos dias parados e manutenção da cláusula do plano de saúde.

As duas únicas diferenças em relação à proposta da ministra relatora são os dias parados (Arruda sugeriu a compensação deles) e a adequação do plano de saúde segundo norma da Agência Nacional de Saúde (ANS). Magalhães diz que o sindicato não abre mão do plano de saúde, “uma grande conquista categoria”, e que as encomendas em atraso serão entregues.

Mas, em nota, os Correios alegam que “a empresa não possui condições financeiras de aceitar a proposta feita pelo TST. Segundo a instituição, o impacto do reajuste de R$ 854 milhões por ano - R$ 531 milhões pelo reajuste e R$ 323 milhões pelo aumento linear.

Com a negativa da instituição, a audiência de conciliação deve terminar sem acordo e o dissídio coletivo da categoria será votado na quinta-feira.

 

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