A principal diferença entre a política feita no Brasil e nos EUA está no número de partidos que disputam as eleições. No Brasil são 30 partidos, enquanto que nos EUA existem os republicanos e os democratas. No Brasil o termo "partido" significa estilhaçado, enquanto que nos EUA existem apenas duas partes de uma mesma peça.
Aqui, enquanto as legendas partidárias são usadas para barganhar tempo em programas de rádio e TV, nos EUA o americano só pode estar de um lado ou do outro. E é essa praticidade que falta em nosso país. Daí é possível ver Lula com Maluf e outros absurdos pulverizados localmente e regionalmente pelo Brasil afora, num esquema "Maria vai com as outras" onde a ideologia se rende ao oportunismo. Os políticos são capazes de mudar o que defendem durante uma vida para não desperdiçar a chance de estar ao lado de quem tem mais chances de ganhar.
Nos EUA, o voto é opcional e aqui é obrigatório. No Brasil, votar em "branco" não significa insatisfação, mas desinformação. Votar "nulo" não significa um alerta, mas rebeldia. Por aqui não há transparência por conveniência. Às claras não há como embolsar o dinheiro público e não há como enganar na hora de votar.
E se faça a luz nessas eleições! E que possamos aprender com quem faz corretamente o dever de casa.
Alexandre Pittoli