Tribuna do Leitor

Sobre Noroeste,empresas e bauruenses


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O Noroeste parece ter mesmo a sina de ioiô, como dizem por aí. Mas refletindo sobre a conjuntura política e realidade atual do futebol, chego a conclusão de que o futebol virou um espetáculo de reis e pop stars, jogadores e técnicos alçados à condição de super-heróis, faturando cifras incabíves aqui neste parágrafo - haja vista visto o exemplo de Otacílio Neto, que em sua última passagem por aqui ganhava R$ 100 mil. Neste oceano de dinheiro vão sucumbindo os clubes, as agremiações sociais, jogadores não preteridos e as torcidas. E tomam a cena os pop stars, os supertécnicos e as empresas, e o futebol deixa de ser aquela paixão territorial e passa a ser global, com pessoas do mundo inteiro usando a camisa do Barcelona, Real Madrid e tal. Nunca compraria uma camisa destas. Do Noroeste, comprei três. Como o próprio time, Bauru tem sofrido muito nos últimos anos com desmando político e consequente perda de empresas locais, que obviamente em maior número, maior chance de nos mantermos dentro desta realidade.

Se não podemos, se não houver empresas que tenham este aporte financeiro, resta a nós, que torcemos e que temos aquele orgulho de sermos bauruenses, continuarmos a torcer pelo Noroeste, pois se os empresários foram ausentes, nós, os torcedores, fomos muito mais. Nos últimos jogos do Noroeste eram tão pouco os torcedores, que dava para contar nos dedos. Lembrando que houve um projeto de se cobrar R$ 1,00 ou R$ 2,00 na conta de água para ajudar no custeio do clube, mas a proposta foi recusada no Legilsativo.

O Noroeste, assim como a Estação Ferroviária, é parte da história de Bauru. Quem sabe o estádio, como já se projetou aqui, possa virar palco de grandes shows, mas também possa estar abandonando, servindo de abrigo para hordas e depóstdo de lixo e animais peconhentos num prognóstico menos otimista. Refuto as duas possibilidades. Prefiro o Alfredão como palco do Noroeste. E se virar time de várzea, continurarei com ele. Como já disse aqui, repito: não existe futuro sem passado. E muito obrigado, Damião Garcia.

Marco Zambon

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