Gostaria de saber se o ilmo. sr. Marcos Mourão - delegado seccional de Bauru, tem o hábito de portar, ou seja, carregar junto ao corpo ou manter em local de fácil acesso, sua arma de fogo, estando em serviço ou não. Gostaria de saber também se o citado mantém sua arma de fogo ao seu alcance (provavelmente por debaixo de suas pernas) enquanto guarda ou tira o carro da garagem. Aposto que sim, para ambas as perguntas!
Se o citado tem o direito de portar a sua arma e praticar a sua legítima defesa, que é um direito assegurado pela Constituição em seu Artigo 5º, por que eu não posso? O criminoso brasileiro age com tranquilidade, pois sabe que suas vítimas não irão apresentar nenhum tipo de resistência. Aqui é praticamente impossível conseguir o porte de arma de fogo, desde pequenos somos instruídos pelos pais e pela mídia a não reagir e foi plantado em nossa cabeça a máxima de que "a vida é o seu bem mais precioso". Oras, se não posso viver com o que eu quero, então qual o sentido de viver?
O governo já nos assalta com seus impostos - temos que trabalhar cinco meses somente para pagar impostos, e quando finalmente conseguimos realizar o sonho de ter algo, seja uma quantia em dinheiro ou um bem material, o criminoso leva embora, com a maior facilidade e tranquilidade.
A política desarmamentista imposta pelo governo só tem mostrado a ineficácia desse tipo de campanha. Gasta-se milhões de reais com o recolhimento de armas inúteis e obsoletas - em grande parte são armas velhas que foram passadas de pai para filho durante gerações, ou de fabricação caseira que não são capazes de disparar sequer um projétil balístico, enquanto nossos policiais sofrem com baixos salários e péssimas condições de trabalho. Nem spray de pimenta nossas mulheres podem carregar para se defenderem de possíveis estupradores.
Ao mesmo tempo que o governo anuncia com orgulho o recolhimento de mais de trinta e seis mil armas de fogo, nos EUA, na véspera do natal, mas de cem mil foram vendidas. Infelizmente, enquanto essa palhaçada chamada "desarmamento" vigorar no Brasil, o cidadão continuará sofrendo com os assaltos. Seria engraçado, se não fosse trágico: aqui no Brasil parece que o assalto ao cidadão de bem é legalizado.
Clóvis Garcia Filho