Talvez não tenhamos muito entendido aquele "golpe de 64" instaurado aqui no Brasil. Mas certamente se nos aprofundarmos nos livros sérios, dos autores imparciais, entenderemos que foi necessária aquela atitude, por mais radical que tenha sido. Todos aqueles que naquela época lutavam contra o governo militar hoje estão ocupando as principais cadeiras dos poderes Legislativo e Executivo. Infelizmente só estão utilizando da função para satisfazer suas vontades, é falcatrua atrás de falcatrua. Notícias de superfaturamento em obras públicas nem nos despertam mais atenção, pois já se tornaram corriqueiras. Como diz Boris Casoy: é uma vergonha! A máscara da corja já caiu.
Lendo um jornal de credibilidade, há poucos meses fiquei sabendo que o Exército Brasileiro está tocando mais de 30 obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo que algumas já estão prontas bem antes do prazo previsto e os custos bem inferiores aos orçados pelas empresas privadas.
Umas das obras que me despertou atenção na notícia foi a do Terminal de Cumbica, cuja previsão inicial de entrega era para dezembro de 2013, e foi concluída em setembro, com antecipação de 15 meses. Além disso, o custo original da obra, orçado em R$ 417 milhões foi reduzida para R$ 130 milhões. É exatamente o contrário do que tem sido noticiado a respeito da verdadeira lambança que a principal empreiteira do PAC, a Delta, tem promovido nas obras bilionárias sob sua responsabilidade em todo o País.
É claro que tocar obras públicas não é a missão precípua das Forças Armadas, que existem para zelar pela defesa nacional. E o Exército, cuja "intervenção" no mercado é malvista pelas empreiteiras de obras públicas, sabe muito bem que essa não é sua verdadeira vocação.
É de imaginar que seja difícil trabalhar com orçamentos enxutos quando a regra do jogo é pagar propinas que satisfaçam a crescente voracidade de homens públicos tão desonestos quanto quem lhes molha a mão.
No sábado (22), assistindo a um programa de TV que versa sobre soletrar palavras da lingua portuguesa, fiquei pasmo, pois os três finalistas eram das escolas militares do Exército Brasileiro. Ou seja, além de honestos eles são estudiosos e muito disciplinados.
Gente, nós, civis, e até a própria Polícia Militar, temos que prestar continência para o Exército, pois eles são realmente competentes.
Geovanne Mello - universitário