Internacional

Assad ordena mais tropas para batalha


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Damasco - O ditador sírio, Bashar al Assad, visitou ontem a cidade de Aleppo, a maior do país, atualmente o principal palco dos confrontos entre forças oficiais e rebeldes que já duram mais de 18 meses, e ordenou que mais 30 mil homens sejam enviados para a região.

De acordo com a oposição síria, o confronto já matou cerca de 30 mil pessoas. O número de refugiados, nas estimativas da Acnur (agência da ONU para refugiados), triplicou nos últimos três meses, superando os 300 mil, e pode dobrar até o fim do ano.

De acordo com informação do jornal libanês “Al Diyar”, pró-Assad, o ditador deixou o palácio presidencial de Damasco com direção a Aleppo de helicóptero, ao amanhecer. O jornal não disse quando aconteceu a viagem, mas disse que Assad ainda estava em Aleppo. A visita foi feita depois de relatos de que a situação na cidade havia ficado muito séria.

“O presidente Assad ordenou que as unidades 5 e 6, estimadas em 30 mil soldados e 2 mil carregadores, se desloquem de Hama para Aleppo e ataquem quaisquer áreas ocupadas de Aleppo a partir da fronteira com a Turquia”, disse o jornal.

Não há confirmação independente da informação. Na mídia síria, a visita não foi reportada.

O mediador internacional Lakhdar Brahimi retorna à região nesta semana para tentar obter uma suspensão dos bombardeios por parte das forças de Damasco.

 

Solução pacífica

O presidente sírio, Bashar al-Assad, vetou propostas do seu alto escalão para a busca de uma solução pacífica para a crise na Síria, depois de um atentado que matou vários homens de confiança do seu regime, disse o ex-primeiro-ministro Riyad Hijab em entrevista exibida ontem pela TV Al Arabiya.

“Bashar encarou isso com profunda rejeição. Ele rejeitou qualquer forma de diálogo com a oposição, seja dentro ou fora do país, e disse: ‘Não negocio com uma oposição dividida com uma agenda. Não é uma oposição patriótica, e está armada’”, disse Hijab.

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