Cultura

No embalo do jazz

Da Redação
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Composições de Cole Porter, Miles Davis, Dizzie Gillespie, Beatles, Herbie Hancock, Tom Jobim, Edu Lobo, Chico Buarque... Música boa para ninguém botar defeito. Assim será o repertório do Clube do Jazz e Derico, show que será realizado amanhã, a partir das 21h, na Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag).

A banda conta com músicos do veterano grupo Sindicato do Jazz e talentos da nova geração de músicos de Bauru, que desde 1993 vêm com a proposta de criar arranjos próprios para clássicos do jazz, soul, blues e bossa nova. Tendências como o jazz rock e o samba jazz também estão no “cardápio”.

Com vasta experiência, os músicos percorrem vários estados brasileiros tocando nas melhores casas do País e em vários tipos de eventos, como casamentos, formaturas, eventos empresariais e corporativos.

A parceria com Derico Sciotti, do programa do Jô, data desde o ano de 2003. Derico, que é atração à parte da noite, atua também como solista com a Orquestra de Câmara Opus, de Belo Horizonte (MG), regida pelo maestro Leonardo Cunha, e também com a Orquestra Filarmônica Bachiana Jovem de São Paulo, regida pelo maestro João Carlos Martins.

  • Serviço

  • A Assenag fica na rua Doutor Fuas de Mattos Sabino, 10-15, no Jardim América. Convites custam R$ 40,00 para não-sócios e R$ 20,00 para sócios e estudantes e são vendidos na Assenag. Informações: (14) 3224-3206

     

    A carreira de Derico

    Profissional desde os 11 anos, Derico começou seus estudos de flauta aos cinco anos de idade. De formaçãoo erudita, obteve grande repercussão nacional a partir de 1974, quando ganhou vários concursos nacionais e internacionais para jovens instrumentistas, o que possibilitou sua participação em recitais e concertos pelo Brasil.

    Nesta época, com 14 anos, foi primeiro flautista da Orquestra Jovem Municipal de São Paulo e participou do Festival de Inverno de Campos do Jordão em 1980, onde se apresentou regido pelo maestro Eleazar de Carvalho. Em 1979, paralelamente a sua carreira erudita, Derico começa a tomar conhecimento de novos estilos musicais, como jazz, blues, música instrumental (fusion) e música experimental (dodecafonismo e minimalismo). Neste momento abrem-se suas perspectivas musicais, aprendendo linguagens novas em instrumentos como saxofone, piano, guitarra, contrabaixo, violino e bateria.

    Assim, torna-se multi-instrumentista e parte para uma carreira mais popular, onde conhece músicos e artistas com quem passa a trabalhar, tais como Dominguinhos, Diana Pequeno, Marlui Miranda, Jean & Paulo Garfunkel, Amelinha, Trovadores Urbanos, Ana de Hollanda, Chico César, além de participar de shows com artistas como Hermeto Paschoal, Egberto Gismonti, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé e Grupo Rumo.

    Em 1990, Derico é convidado a participar das gravações do programa Jô Soares Onze e Meia, no SBT, como saxofonista e flautista do Quinteto Onze e Meia, onde se destacou ainda mais. Com isso, surgiram possibilidades para que Derico pudesse alavancar sua carreira solo com a gravação de 11 CDs.

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