Denver - O candidato republicano, Mitt Romney, está sob forte pressão para apresentar um bom desempenho em seu primeiro debate na TV com o presidente Barack Obama, na noite de ontem. Ele conta com o evento para tentar virar suas chances de vencer a disputa pela Presidência dos Estados Unidos.
. Durante as próximas cinco semanas - e três debates - Romney vai fazer um apelo aos eleitores com intuito de superar a campanha de Obama, que levou vantagem sobre a sua por boa parte dos últimos quatro meses.
Romney entra na reta final para a eleição de 6 de novembro atrás nas pesquisas nacionais e na maioria dos nove ou mais Estados politicamente divididos, que provavelmente devem decidir a eleição.
Tão importante quanto isso, Romney está atrás de Obama entre os prováveis eleitores em uma ampla gama de questões e avaliações pessoais, que refletem o âmbito do desafio que Romney enfrenta na tentativa de tirar a Presidência do concorrente democrata.
Pequeno não têm vez
Não só Mitt Romney e Barack Obama atraiam a atenção ontem em Denver. Com a Capital do Colorado lotada para o primeiro debate entre os presidenciáveis, duas ausências foram motivo para protestos que deixaram a organização na berlinda: Gary Johnson e Jill Stein.
Os nomes, ofuscados pelo republicano e pelo democrata, também estarão na cédula em 6 de novembro - Johnson, ex-governador do Novo México, é candidato do Partido Libertário, e Stein, uma médica que disputou com Romney o governo de Massachusetts em 2002, concorre pelo Partido Verde.
A grita contra sua ausência cresce a ponto de a Philips, uma das principais patrocinadoras dos eventos, ter se retirado, acusando a Comissão dos Debates Presidenciais, organizadora dos confrontos desde 1988, de favorecer democratas e republicanos.
Dias antes, dois doadores menores já haviam desistido do evento.
“Incluir candidatos não ia criar confusão, ia trazer maior clareza”, escreveu o colunista da revista “The Nation” John Nichols.