A greve dos motoristas de ônibus urbano já era sabido por todos desde da paralisação relâmpago na semana passada, quando, por mais de duas horas, a categoria paralizou suas atividades, mas, pelo jeito, o prefeito não acreditou que isto ocorreria e os motoristas cumpriram com o prometido, e quem pagou foi a população. Novamente os usuários saem prejudicados, tendo de ficar sujeitos a pagar mais caro pelos serviços de mototáxi (será que a prefeitura irá reembolsar esta diferença?). Bastaria apenas a boa vontade do prefeito em subsidiar o sitema de transporte coletivo com o equivante a cento e cinquenta mil viagens/mês por passageiros equivalentes transportados, o que custaria aproximandamente R$ 300.000,00 mês ao sistema, e o problema estaria resolvido.
Assim, as concessionárias não poderiam se dizer prejudicadas, pois buscaria-se o equilibrio econômico financeiro do sistema, os motoristas estariam atendidos com suas reinvidicações de jornada de seis horas e os usuários não seriam penalizados com a paralisação dos ônibus e ficariam livres de pagar mais caro pela tarifa e esta greve sequer teria iniciado.
Não dá para o prefeito Rodrigo Agostinho dizer que não tem dinheiro para assumir o subsidio do sistema, pois nos programas eleitorais ele vive dizendo que irá assumir o Hospital de Base, então, já que tem dinheiro para colocar anuamente mais de R$ 15.000,000,00 para manter o Hospital de Base (que, por sinal, não foi culpa da população bauruense a falência daquela instituição hospitalar, e sim culpa de seus gestores), então fica fácil para prefeitura subsidiar, repito, mensalmente, o transporte de passageiros de Bauru.
Rubens R.R. de Souza - ex-presidente Conselho de Usuários e aluno do curso de Logística Fatec-Jaú.