Política

Gazzetta polariza debate com Rodrigo

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 4 min

Os candidatos à Prefeitura de Bauru Rodrigo Agostinho (PMDB) e Clodoaldo Gazzetta (PV) protagonizaram os principais confrontos do último debate do primeiro turno desta campanha eleitoral, promovido pela TV Tem, na noite de ontem e madrugada de hoje. O prefeito, inclusive, não escolheu o adversário verde para dirigir suas perguntas nos três primeiros blocos. Em todas as ocasiões, seu alvo foi Chiara Ranieri (DEM), que aliviou o tom crítico à administração, mas foi provocada pelo peemedebista.

Logo no início do debate, Rodrigo repetiu o que fez no encontro promovido pela Record, ao chamar Gazzetta de desinformado. O oposicionista havia questionado o atual mandatário sobre o déficit de 1.000 vagas em creches, alegando que a administração não construiu novas escolas. Agostinho disse que as reformas de 40 unidades de ensino geraram mais de 3 mil novas vagas.

Em tom crítico à postura do prefeito, Clodoaldo rebateu, alegando que não chamaria Rodrigo de desinformado por “ter educação”. No entanto, disse que seu adversário estava maquiando a informação e não havia respondido seu questionamento. “Novas creches não existem”, bradou.

Agostinho, então, reafirmou que o verde estava desinformado e não conhecia o assunto com profundidade, pois uma escola, construída com recursos federais, está prestes a ser entregue no Nobuji Nagasawa. Além dela, outras quatro, viabilizadas pelo Pró-Infância, estavam em construção.

Ao longo do debate, Gazzetta também criticou a falta de um setor de projetos na Prefeitura, que se encarregue de obter recursos dos governos estadual e federal. Quando teve oportunidade, Agostinho citou que o município recebeu R$ 1 bilhão em verbas da União.

 

Hospital de Base

Sem amarras com as administrações municipal e estadual, Clodoaldo Gazzetta comentou ainda a transferência da gestão do Hospital de Base (HB), que não ficará mais sob a responsabilidade do município, como foi noticiado. “As pessoas foram ludibriadas de novo”, pontuou. Rodrigo Agostinho e Chiara Ranieri, ligada ao PSDB e que tem o apoio do governado Geraldo Alckmin (PSDB), não comentaram o assunto.

Repetiu

Rodrigo Agostinho demonstrou o desinteresse por confrontos mais duros ao repetir, junto a Chiara Ranieri, questão sobre o mesmo tema abordado com a demista no debate promovido pelo JC e pela TV Unesp, no dia 22 de setembro. O prefeito quis saber qual é a proposta da adversária para os Esportes.

De quebra, ouviu da demista que seu governo descumpre a lei do Plano Plurianual (PPA) ao não oferecer inscrições, alimentação e transporte aos atletas que competem pelo município. Já Paulo Sérgio Martins (PSTU) demonstrou desconforto ao ter que debater sobre o Plano Diretor, tema sorteado pela emissora.

 

Chiara é alvo do prefeito

A candidata Chiara Ranieri (DEM) aliviou o tom crítico ao governo que marcou sua campanha durante o primeiro turno. Por diversas vezes, ela afirmava que muito havia sido feito e chegou a afirmar que “não queria criticar” ao comentar a política de Esportes do governo Rodrigo.

Não à toa, Rodrigo escolheu a demista para responder às suas perguntas, apresentando questionamentos genéricos. Nem assim poupou a adversária. Ao debater transporte, Chiara afirmou desconhecer o Plano de Mobilidade Urbana do município e ouviu de Rodrigo que o mesmo foi discutido em 15 audiências públicas. “A vereadora não foi a nenhuma”, cutucou. A candidata, por sua vez, diz que o texto não foi enviado à Câmara para que tenha força de lei.

Provocada por Rodrigo, Chiara disse que, caso seja eleita, vai liderar uma frente de prefeitos para reverter a resolução da Aneel, que passa para os municípios a responsabilidade da manutenção da iluminação. A demista disse que as cidades não estão preparadas para isso e que a medida implicaria no aumento da Contribuição de Iluminação Pública (CIP). Agostinho divergiu da adversária.

 

Transporte coletivo

Em meio à greve dos motoristas de ônibus, o tema foi bastante explorado pelos candidatos. Rodrigo tentou se livrar da responsabilidade sobre o fato, dizendo que a discussão de jornada de trabalho da categoria deve ser feita junto à empresa. Além disso, disse que o momento da paralisação é inoportuno, lembrando o Sindtran está descumprindo ordens judiciais para que o serviço seja parcialmente retomado.

No entanto, Paulo Martins, Gazzetta e Chiara foram unânimes ao elencar a responsabilidade do poder público no caso, que, através da Emdurb, é concessor do serviço junto às empresas. O verde afirmou que não pró-atividade por parte de Rodrigo. Já a demista disse que vai rediscutir os contratos.

Agostinho rebateu que ele solicitou a audiência de conciliação marcada para hoje, em Campinas.


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