Bairros

Bauru também é nordestina

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Reprodução/Internet

Amanhã, 8 de outubro, é comemorado o Dia do Nordestino

Segundo o dicionário Houaiss, nordestino é aquele que é nascido ou habita o Nordeste do Brasil. Na prática, ser nordestino significa muito mais que isso. Significa ter nascido em uma terra de contrastes, onde o belo das praias convive lado a lado com a falta de boas oportunidades de emprego e com a escassez de chuva por longos períodos em boa parte do território. Significa ter na alma o calor humano, a alegria e a ânsia pela vida. Ser nordestino significa, indiferentemente do país, estado ou cidade que tenha adotado para viver, jamais perder a essência arretada e carismática que é característica desse povo.


E assim são os 10.197 nordestinos que vivem em Bauru, segundo o último Censo, realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


A maioria veio para a cidade em busca de melhores oportunidades de emprego e, por aqui, está refazendo sua vida. Para muitos, a empreitada está dando certo. Tanto que não pensam em voltar para suas origens. Amanhã, no Dia do Nordestino, eles têm muito que comemorar.


“Bauru é uma cidade muito boa para quem não tem preguiça de trabalhar e quer prosperar. Tenho orgulho de ter adotado esta cidade para viver. Aqui, criei meus filhos, dei a eles educação e estudo, conquistei minha casa própria e meu restaurante. Não tenho do que reclamar”, orgulha-se Reinaldo Pires Lima, natural da Bahia.


“Quando cheguei aqui, tinha apenas o dinheiro da pensão. À noite, costumava ir a velórios para tomar café e comer uma bolachinha. Hoje, tenho minha própria oficina. Deu tudo tão certo que trouxe comigo a família toda”, afirma Wellington Leite Pereira, natural de Brumado, na Bahia, e morador de Bauru desde 1988.


Mas engana-se quem pensa que por terem optado viver no Interior Paulista os nordestinos tiveram de abrir mão das delícias típicas da terrinha. Para superar os quase 2 mil quilômetros que separam Bauru da terra do Olodum, o primeiro estado do nordeste, e matar a saudade, eles trouxeram para a cidade um pedacinho de sua cultura e das tradições.


Por aqui é possível encontrar de alimentos típicos, como carne de sol, farinha nordestina, entre outros itens da gastronomia, a artesanatos e aulas de forró, o típico ritmo nordestino.


É verdade que uma boa parte desta cultura é difundida pelos próprios bauruenses, que, uma vez apaixonados por ela, fazem questão de difundi-la.


“Não sou nordestina, mas é como se eu fosse. Faço tapioca há tantos anos que já me sinto uma baiana de verdade. Se for preciso, falo até mesmo o baianês”, brinca a bauruense Miriam Aparecida de Oliveira Branco, que faz tapiocas no Jardim Marambá e na Praça da Paz há 13 anos.


Leia nas páginas 2 e 3 histórias de nordestinos de origem e de nordestinos de coração que moram em Bauru.



Dia do Nordestino


Fixado por lei, o Dia dos Nordestinos é comemorado amanhã, dia 8 de outubro. A data é uma dupla homenagem a dois cantores, compositores e poetas populares, nascidos no nordeste do País: Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, e Catullo da Paixão Cearense.


Patativa do Assaré foi um dos mais importantes representantes da cultura popular nordestina. Nascido na cidade de Assaré, no Ceará, dedicou sua vida à produção de cultura popular voltada para o povo marginalizado e oprimido do sertão nordestino. Com uma linguagem simples, destacou-se como compositor, improvisador e poeta. Produziu também literatura de cordel, porém nunca se considerou um cordelista.


Já Catullo da Paixão Cearense nasceu em São Luiz do Maranhão e foi poeta, músico e compositor brasileiro. Uma de suas principais obras é a música Luar do Sertão, produzida em parceria com João Pernambuco. Também é o responsável pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma da modinha.


Fonte: Wikipédia

 

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