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Educação ambiental já!

Luiz Gonzaga Bertelli
| Tempo de leitura: 2 min

Durante a sua ocorrência, a Rio+20 dominou o noticiário, como um grande acontecimento que atraiu representantes do mundo inteiro ao Rio de Janeiro para discutir soluções para problemas ambientais, como a emissão de gases, a poluição urbana, a carência de água, o desmatamento, o descarte do lixo, a sustentabilidade, entre outros assuntos. Apesar da escolha da época ser questionável ? já que o mundo vive uma grave crise econômico-financeira, principalmente os países da zona européia, o que esvaziou muitas das discussões do encontro internacional ?, a Rio+20 fez o seu papel de levantar questões e chamar a atenção, após 20 anos da Eco 92, para a problemática ambiental e seus desdobramentos.

Neste ponto, a legislação brasileira prevê uma cobertura relativamente moderna para educação ambiental. Desde a Constituição de 1988, reforçada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1996, tem-se assegurado às crianças e jovens o direito da educação ambiental, como uma importante ferramenta de conscientização para o desenvolvimento sustentável e como garantia futura da preservação da natureza.

No entanto, poucas são as escolas que cumprem as exigências do Ministério da Educação. Segundo especialistas da área, no papel é tudo muito bonito, mas na sala de aula as coisas não funcionam como deveriam. Muito disso vem da falta de interesse da própria escola ou mesmo do despreparo dos professores. Para que a educação ambiental ganhe efetividade e espaço na grade escolar, é necessário um amplo trabalho para capacitar os professores, além de produção de material didático eficiente, que seja interessante para os alunos. É importante também que as escolas invistam em laboratórios e áreas verdes dentro de sua área ? como um jardim ou uma horta, por exemplo ?, para que as crianças entendam a importância de plantar, colher e se alimentar com produtos mais saudáveis.

Esse é o caminho irreversível para que as exigências da lei sejam realmente cumpridas e para que o país possa garantir uma geração compromissada com a proteção do meio ambiente.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente Executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

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