A bike como meio de locomoção e a vontade de saber mais sobre a história da cidade como combustível. Foi assim que os ciclistas participantes do 1º Passeio Ciclístico Histórico de Bauru aproveitaram a manhã nublada e de temperatura agradável do feriado de 12 de outubro. Foram 19 quilômetros entre ida e volta.
O passeio foi uma realização da Secretaria Municipal de Cultura, através do Departamento de Proteção ao Patrimônio Cultural. Os participantes saíram do Museu Ferroviário Regional às 9h e percorreram 12 pontos históricos e edifícios tombados ou em processo de tombamento pelo Conselho de Proteção ao Patrimônio Cultural (Codepac) de Bauru.
Os ciclistas puderam conhecer um pouco mais da história antiga e atual da Estação Central da NOB, Companhia Paulista e Sorocabana, Hotel Cariani, antiga casa do superintendente da NOB, palacete da NOB, Casa Comercial Sobrado (comércio de roupas), Edifício Abrelha, antiga Farmácia Popular, Grupo Escolar “Robrigues de Abreu” (atual Colégio São José), antiga Casa Savastano, Automóvel Clube de Bauru, Casa “Ponce Paz” (apresenta Pinturas Murais da década de 30) e casas geminadas (início do século XX).
Quem monitorou o passeio foi o professor e historiador Fábio Pallotta, que falou sobre a história e a importância da preservação da memória e da proteção ao patrimônio histórico cultural da cidade.
“Ressaltar a importância do ciclismo na mobilidade urbana e o valor do patrimônio histórico de Bauru para a comunidade foram os dois pontos chaves que impulsionaram a idealização e a prática desse primeiro passeio ciclístico histórico”, ressalta Pallotta.
Para o professor, a adesão da população foi satisfatória nessa primeira edição, que contou com a proteção viária da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). Dicas de como se comportar com as bicicletas nas vias urbanas também foram passadas aos participantes.
Ouvidos atentos
Com os ouvidos atentos e até com máquinas fotográficas nas mãos, crianças, adolescentes e adultos se mostraram entusiasmados com as informações passadas pelo professor.
O estudante João Pedro Carneiro de Mattos, 14 anos, acordou mais cedo no feriado para aprender.
“Um tio me convidou para participar desse passeio ciclístico e eu achei muito interessante porque, além de conhecer um pouco mais sobre a história da nossa cidade, eu ainda pude aproveitar para fazer uma atividade física muito boa, que é o ciclismo”.
Para o estudante, eventos desse tipo deveriam ser feitos com mais frequência para chamar a população para a preservação histórico-cultural de Bauru.
Já o vendedor Gilson Mattos aproveitou a oportunidade para passear com o filho e também conhecer um pouco mais sobre o passado da ferrovia que teve destaque no crescimento do município. “Outra coisa de que gostei foi ouvir sobre os prédios antigos que já estão tombados ou que estão em processo de tombamento. Com a correria do dia a dia, a gente sempre passa por eles e nunca reserva um tempo para refletir sobre a sua história ou mesmo para observar a arquitetura. Esta foi uma boa oportunidade”.
Próxima parada
Segundo Fábio Pallotta, a próxima edição do passeio ciclístico está prevista para daqui a dois meses. Com saída também da Estação Central, a linha de chegada do novo percurso será a Fazenda Val de Palmas.
“Pretendemos ter muitos outros passeios desse tipo e, para o próximo, contamos com o patrocínio da comunidade para a distribuição de lanches e água para os ciclistas participantes”, finaliza o organizador.