Nelson Minucci/Repórter na Rua |
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos (130 quilômetros de Bauru) prendeu, nesta segunda-feira, o frentista Ademir Fiori, funcionário de um outro posto concorrente, acusado de ter ateado fogo em duas bombas de combustível do Posto Gigante, na madrugada da última sexta-feira.
O posto alvo do incêndio criminoso, localizado na avenida Camerlingo Caló, deu início a uma acirrada concorrência há vários meses, após reduzir o preço do etanol vendido ao consumidor, o que reduziu os valores também nos concorrentes.
Segundo o delegado João Ildes Beffa, responsável pelas investigações, o acusado pelo incêndio foi localizado após denúncias de pessoas que viram o vídeo do circuito interno de câmeras do Posto Gigante, e reconheceram o indiciado.
“Em um primeiro momento, Ademir chegou a afirmar que teria cometido o atentado a mando do proprietário do Posto Bom Jesus, mas recuou, afirmando que não havia acertado nada formalmente, apenas teria tido conversas com o patrão”, contou o delegado.
O proprietário do Posto Bom Jesus (cujo nome não foi divulgado) foi ouvido pela Polícia Civil e negou que tenha sido o mandante do crime. O delegado vai analisar se pedirá ou não a prisão do comerciante.
Ademir está preso na Cadeia Pública de São Pedro do Turvo. Ele deverá ser indiciado por tentativa de incêndio qualificado.
O frentista entrou no pátio do estabelecimento durante a noite e ateou fogo em duas bombas de abastecimento. As chamas foram contidas pelo Corpo de Bombeiros. As duas bombas ficaram destruídas. O prejuízo é superior a R$ 50 mil. Uma garrafa com líquido inflamável foi apreendida pela polícia.
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